Sim, Neymar se arrepende



Neymar está arrependido. Foi o que disse, usando essas palavras, a amigos em sua visita à Barcelona há duas semanas. A BTV, televisão catalã, noticiou e na sequência outros meios ampliaram a informação. É verdade. Neymar disse que se arrepende de ir ao PSG.

Ainda que o normal seja ele negar frente às câmeras. Havia dito que se decidiu pelo PSG dois dias antes de aterrizar em Paris, mas havia orquestrado a ida de Dani Alves. Havia dito que não tinha objetivos pessoais, mas entrou em conflito com Cavani pelos pênaltis e posto de artilheiro da equipe. O normal é Neymar dizer que a imprensa inventa, mas ele disse que está arrependido.

Passaram-se três meses desde a mudança de clube e país. A distante relação com Unai Emery e alguns companheiros dificulta as coisas no ambiente de trabalho, embora o clã brasileiro sirva como uma extensão de sua família. Nem todos estão satisfeitos com o comportamento e os privilégios do atacante e isso gera frieza e distanciamento de parte do grupo.

A distância do filho também prejudica a adaptação. Neymar trouxe o filho e a mãe para viver em Barcelona, para estar mais próximo e acompanhar o crescimento de David Lucca. Há uma possibilidade de que o pequeno se mude mais uma vez em alguns meses, agora para Paris, para estar perto do pai. Neste momento, no entanto, a distância pesa para os dois e é um dos motivos pelos quais o atacante ainda não se sinta pleno no novo ambiente.

Sobre a chance de ir ao Real Madrid, será uma especulação de anos e que é impossível afirmar até que aconteça ou não. A suposição é lógica: um grande jogador, 25 anos, se em três ou quatro quer mudar de ares novamente quem teria dinheiro para contrata-lo?

Neste momento, no entanto, o PSG fará o possível para que ele se sinta cômodo e feliz no clube. Neymar também quer que isso aconteça, o que reforça que o arrependimento é algo que pode ser mais um estado de espírito que uma convicção.

O certo é que Neymar nunca fechou as portas ao Real Madrid. Nunca disse que não jogaria no clube da capital por seu amor ao Barcelona. Não é um Puyol, Xavi ou Messi. É um jogador “normal” e que escolhe seu futuro sem ter um clube para a vida toda. Hoje é o PSG, amanhã veremos.



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