Emery na mira: entrar no caminho de Neymar é um péssimo negócio



Aos 25 anos Neymar constroi uma carreira de títulos, gols, sucesso de marketing e também desavenças com adversarios e companheiros. Bem-humorado, costuma ter muitos amigos dentro do vestiário, mas os problemas normalmente estão com os treinadores.

No Santos, Neymar se desentendeu com Dorival Jr. em 2010. O treinador não lhe deixou cobrar um pênalti, a discussão começou no campo e terminou no vestiário com o técnico e o auxiliar Ivair Júnior. Dias depois Dorival foi demitido.

No Barcelona, Neymar aceitou uma primeira temporada sem um lugar garantido entre os titulares e sendo sacado de muitos jogos. No ano seguinte era público o descontentamento do brasileiro ao ser substituído por Luís Enrique. Em uma ocasião, em Sevilla, Neymar jogou a chuteira longe e fez gestos em direção ao comandante. Xavi, capitão da equipe, o fez pedir desculpas aos companheiros dias depois.

Naquela primeira temporada, Luís Enrique tentou mostrar liderança. Substituiu Suárez 16 vezes, Neymar 14 e Messi em uma oportunidade. Na temporada seguinte o trio MSN só saiu de campo quando um dos três se machucou. Aconteceu duas vezes com Messi, uma com Suárez e duas com Neymar (contra o River Plate ele voltava de lesão e saiu nos minutos finais).

Luís Enrique entendeu que bater de frente com as estrelas não o ajudaria e a mudança de postura nas entrevistas e nos jogos foi nítida. Já no final de sua etapa como treinador, seu auxiliar Juan Carlos Unzué era o favorito para assumir o cargo. Inclusive pelos jogadores. Em um treino, Unzué e Neymar discutiram, o auxiliar disse que Neymar ia “no mesmo caminho de Ronaldinho Gaúcho” e o brasileiro não o queria mais no clube. Dias depois Unzué recebeu uma proposta do Celta e o Barcelona procurou Ernesto Valverde.

Agora são quase diárias as notícias de desentendimentos de Unai Emery e do camisa 10. O “pênaltigate”com Cavani e os métodos de trabalho do espanhol não agradam a Neymar. O jogador prefere mais trabalhos com bola, sem tanta interferência e não gosta das sessões de vídeo promovidas pelo técnico.

A queda de braço com Emery é apenas uma das que acontecem em Paris. Uma guerra fria cada vez mais quente entre Neymar e o clã brasileiro, o treinador e outros atletas. Cavani e Di Maria não estão satisfeitos com o rumo do Paris Saint-Germain e, ao lado de Emery, são cotados para deixar o PSG em breve. Sobre o uruguaio, as informações são de que a escolha dos cobrados de pênalti é o de menos, mas a postura do companheiro de ataque é o que mais lhe incomoda.

O valor investido em Neymar e o que ele acrescenta dentro e fora de campo, em marketing e visibilidade para o clube francês, o tornam poderoso. Além disso, o atacante tem Dani Alves, Marquinhos, Thiago Silva, Thiago Motta, Lucas e Mbappé ao seu lado. Mexer com ele, é mexer com sete jogadores ao menos.

Entrar no caminho de Neymar nunca foi bom negócio. E em Paris será pior ainda.



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