Neymar é uma febre capaz de fazer Paris respirar futebol



Paris parece outra nos últimos dias. O futebol não faz parte do cotidiano da Cidade Luz. Outras coisas parecem ser mais importantes. Estive algumas vezes em Paris como turista ou a trabalho. Por exemplo, em visitas de Seleção Brasileira, Real Madrid ou Barcelona à cidade. A impressão é que nunca se respirou tanto futebol como com a chegada de Neymar.

Nas outras visitas me parecia estranho que a cidade se movia indiferente à presença de grandes equipes e jogos importantes. Se você não estivesse em frente ao Parc dos Príncipes, momento antes das partidas, não diria que naquela cidade se disputaria um jogo com atenção mundial. A vida seguia normalmente, com o futebol ao lado.

Esta semana foi diferente. Milhares de pessoas em frente as lojas do PSG, em frente ao hotel onde o jogador se hospeda, em frente do estádio no dia de sua apresentação para a imprensa. Ao chegar a um bistrô, as pessoas comentam sobre Neymar. Na TV se vê lances do brasileiro. A mesma coisa em um táxi ou na recepção no hotel.

A Torre Eiffel, pela primeira vez, homenageou uma pessoa e deu as boas vindas a Neymar. O Parc dos Príncipes teve lotação máxima para a imprensa na sexta e no sábado.

Será interessante ver, nas próximas semanas, se Paris voltará a sua vida normal. Ou se o efeito Neymar vai ser duradouro e mudar a cultura da cidade que não coloca toda sua paixão no esporte.



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