Cristiano, via esforço e sacrifício, o maior Ronaldo da história



Cristiano Ronaldo foi decisivo contra o Bayern de Munique. Não é a melhor temporada do português, mas ele segue marcando, segue decisivo e tenta se adaptar ao novo papel que precisa ter em campo, uma vez que o físico já não permite que um jogador de 31 anos arranque como fazia aos 25 ou até mesmo aos 28 e 29.

Mais de 500 gols na carreira, 100 apenas em competições europeias. Uma década no auge. Cristiano é menos espetacular que Ronaldinho, bem menos. É menos fulminante que Ronaldo Fenômeno quando mal deixava de ser um adolescente. O que faz do português um jogador melhor que os brasileiros é sua capacidade de se manter no auge. São dez anos.

Ronaldinho Gaúcho viveu três temporadas mágicas e depois foi se apagando e vivendo de brilhos isolados. Se quisesse, se tivesse o foco e a força mental de Cristiano, seria o maior jogador de sua geração. E nunca se saberá onde poderia estar na prateleira do futebol mundial. Foram três anos de pura magia, mas foram apenas três anos. E por culpa dele.

Ronaldo Fenômeno foi sabotado pelo físico. Melhor do mundo duas vezes aos 21 anos, o joelho começou a abandoná-lo. As lesões no início dos anos 2000 foram determinantes para que ele não pudesse ser o que seria. Um fenômeno inigualável. Ronaldo sempre levou o futebol à sério, mas sempre gostou da vida fora de campo. Qual o problema disso? Nenhum. Pode o ter atrapalhado em alguns momentos? Certamente.

Mas o que faz Cristiano? Se poupa. Um obcecado por treino, por melhorar, por corrigir pontos fracos, por estar cada dia mais em forma. Todo jogador de alto nível precisa de sacrifícios e alguns estão mais dispostos a outros do que isso.

Ronaldinho é mais talentoso, Ronaldo Fenômeno seria mais completo. Não tenho duvida que ambos jogaram mais do que o português. Só não jogaram tão bem por tanto tempo. Culpa da ambição de um, do azar do outro, da obstinação do terceiro. Cristiano não é o melhor, mas é o maior Ronaldo de todos os tempos.



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