Nem na “Europa cappuccino” proibiriam a festa como fazem em São Paulo



Barreiras policiais, revista, festa proibida na rua. Tiraram do Palmeiras e do palmeirense algo tradicional, sadio, que mantém vivo o sentimento que existe pelo futebol. É ótimo ver um bom jogo, ter um estádio confortável, limpo e bonito. Não sou partidário que tudo que acontece hoje no futebol seja culpa do “futebol moderno”. Modernizar-se é bom, dar mais facilidades e conforto também. Isso não mata a alma do esporte. Arbitrariedades e quebra de identidade sim.

Normalmente ligam o “futebol moderno” ao futebol europeu. Sim, aqui na Europa existem arenas, as pessoas tomam café e chocolate quente, assistem ao jogo sentadas e em vários estádios há pouco barulho. Criticar isso querendo impor a cultura sul-americana de viver futebol é ser pouco inteligente. Nós, sul-americanos, vemos o esporte de um jeito. Eles, os europeus, o enxergam de outra forma.

Independentemente das diferenças, na Europa se respeita o espaço do torcedor. E em dia de jogo, o espaço próximo ao estádio é de quem vai ver o jogo. O Vicente Calderón tem ruas e ruas lotadas de torcedores em bares e barraquinhas antes dos jogos do Atlético de Madrid. O Santiago Bernabéu está em uma zona residencial de classe alta na capital espanhola e as ruas são fechadas para o torcedor fazer festa e receber o Real Madrid em grandes jogos.

Presenciei o mesmo na Inglaterra antes de um jogo do Arsenal, na Itália antes de uma partida da Fiorentina ou nos arredores do estádio Olímpico de Roma. Em Bilbao e Sevilla, idem.

Não é um fenômeno isolado. As autoridades sabem que a preferência deve ser de 50 mil pessoas que se deslocam para um ponto da cidade em uma hora e depois de duas horas precisam se locomover de volta para suas casas.

Ignorar a tradição e coibir a festa não é culpa do futebol moderno, não é uma cópia da “Europa cappuccino”. Tem mais a ver com despreparo de polícia e autoridades. Algo bem brasileiro.

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