Volta de Robert Scheidt seria excelente para a vela do Brasil



Robert Scheidt em ação na última Copa Brasil (Crédito: Divulgação/ZDL)

Não poderia haver notícia melhor para a vela do Brasil do que a possibilidade de Robert Scheidt reiniciar sua campanha por uma vaga em Tóquio-2020.

O fato foi revelado pelo repórter Jonas Moura deste LANCE! na última sexta-feira, durante a disputa da Star Sailors League Finals, em Nassau (Bahamas), que contou com a participação de Scheidt. O torneio terminou neste domingo (9), com o velejador brasileiro terminando na segunda colocação.

De acordo com a reportagem, Scheidt começou a vislumbrar a chance de entrar na briga por um lugar na seleção olímpica este ano. Mais precisamente após ficar com o vice-campeonato na classe Laser na última Copa Brasil, em novembro.

Na competição, realizada em Florianópolis, o velejador paulista foi superado pelo paranaense Bruno Fontes, de 39 anos. Scheidt está atualmente com 45, mas competiu em nível elevado, ganhando várias regatas. Por muito pouco não ficou com a vaga.

Neste domingo, Scheidt confirmou, por sua assessoria, que está avaliando a possibilidade de tentar a vaga em Tóquio-2020, conforme antecipado pelo LANCE!. Até fevereiro do ano que vem, promete tomar uma decisão.

O que eu acho de tudo isso? Melhor, impossível!

Robert Scheidt pode ser a grande referência

Poucos países ostentam em sua história uma atleta olímpico do nível de Robert Scheidt. Ao lado de Torben Grael, é o maior ganhador de medalhas do Brasil. São cinco ao todo, sendo duas de ouro (Atlanta-1996 e Atenas-2004, na Laser), duas de prata (Sydney-2000, na Laser, e Pequim-2008, na Star) e uma de bronze (Londres-2012, na Star).

Tem ainda 11 títulos mundiais na Laser e outros três na Star. Sem contar inúmeras conquistas nacionais e internacionais ao longo da carreira.

Não se pode questionar a capacidade técnica de Robert Scheidt. Mesmo com a aposentadoria olímpica, manteve-se na ativa e em ótima forma física, competindo na Star e vela oceânica.

Se decidir buscar um lugar em Tóquio-2020, o fará em um barco onde se sente confortável (Laser). Foi a falta de adaptação e bons resultados na 49er que o ajudaram na decisão de desistir de uma vaga olímpica, em outubro do ano passado.

A presença de Scheidt na equipe brasileira seria ainda uma referência fundamental para uma modalidade carente de ídolos. Na safra atual da seleção, entram como favoritos em qualquer competição apenas a dupla Martine Grael e Kahena Kunze, ouro na 49er FX na Rio-2016, e Jorge Zariff, na Finn.

A vale brasileira ganharia muito se Robert Scheidt realmente desistir da aposentaria.

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