Vitória histórica pode fazer Brasil superar ‘grupo da morte’ no Mundial de handebol



Felipe Borges - seleção brasileira de handebol

Felipe Borges, com o prêmio de melhor em quadra, comemora a vitória histórica do Brasil sobre a Rússia no Mundial de handebol (Crédito: Odd Andersen/AFP)

Foi bacana demais poder acompanhar — pela internet — a vitória do Brasil sobre a Rússia, por 25 a 23, pelo Mundial masculino de handebol, na Alemanha e Dinamarca. Uma vitória histórica, é bom ressaltar.

E não há nenhum receio de estar exagerando no adjetivo. Porque quando o Mundial começou, no último dia 10, a expectativa era de que seria quase impossível o Brasil passar de fase.

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A seleção integra o Grupo A da competição, com sede em Berlim (ALE), chamado de “grupo da morte”, por ter a França (atual bicampeã), Alemanha (país-sede), e dois europeus com tradição (Sérvia e Rússia). Só mesmo o time unificado da Coreia não despertava maiores temores em uma análise prévia.

Para complicar, o regulamento, modificado para este Mundial, estreitava o funil, porque apenas os três melhores de cada chave avançam para o chamado “Main Round”, uma segunda fase de grupos, de onde sairão os semifinalistas do torneio.

O roteiro prévio, acrescentado da crise política e institucional pela qual a CBHb (Confederação Brasileira de Handebol) passou em 2018, não previa um futuro animador para o Brasil.

Veja a galeria de fotos do Mundial masculino de handebol

 

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Só que a seleção masculina resolveu contrariar todas as previsões.

Após duas derrotas esperadas (França e Alemanha), vencer a Sérvia. Nesta terça-feira, contrariou o retrospecto negativo de três derrotas nos últimos três jogos e dominou a Rússia. Ainda contou com excelentes atuações de Felipe Borges (autor de sete gols) e do goleiro Cesar Almeida, o Bombom.

Agora, o  Brasil também está perto de um resultado inédito em Mundiais.

Após bater Rússia e Sérvia (na última segunda-feira), a seleção precisa somente de uma nova vitória, agora sobre a Coreia, para ficar com a terceira vaga no grupo.

Com 4 pontos, o Brasil está em quarto lugar no grupo. A Rússia, que também tem o mesmo número de pontos e leva vantagem no saldo de gols, ainda está em terceiro.

Mesmo que os russos consigam uma vitória sobre a França na última rodada, empatariam em pontos com o Brasil, caso a seleção derrote os coreanos. Nesta situação, a vaga ficaria com o Brasil, pelo critério de desempate do confronto direto.

Avançar de fase já será para esta seleção o seu objetivo neste Mundial. No mínimo, o Brasil ficará com a 12ª posição, melhor colocação brasileira na história da competição.

Nesta quinta (17), a seleção decide sua classificação contra a Coreia, a partir das 12h30 (horário de Brasília). Mas é bom o Brasil não com a classificação antes da hora.

Os coreanos deram muito trabalho para a Sérvia, em outro jogo da rodada terça-feira. A vitória dos sérvios por apenas dois gols de diferença (31 a 29) deve servir de alerta para a seleção brasileira. A Coreia não entrará em quadra apenas para cumprir tabela.



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