Saiba como serão definidas as vagas do Brasil na maratona na Rio 2016



Marilson Gomes dos Santos

O brasileiro Marilson Gomes dos Santos, em ação na prova da maratona da Olimpíada de Londres 2012 (Crédito: Valterci Santos/AGIF/COB)

No último domingo, a assessoria de imprensa da CBAt (Confederação Brasileira de Atletismo) divulgou um comunicado informando que o fundista Giovani dos Santos, ao terminar em 10º lugar a Maratona de Milão, uma das mais fortes do mundo, havia obtido o índice olímpico para a prova nos Jogos Rio 2016, ao completar o percurso de 42,195 km em 2h14min41s. Mas o fato de ter superado a marca mínima exigida não dá a Giovani a certeza que irá à Olimpíada, muito pelo contrário. Atualmente, 12 atletas, no masculino, têm índice na maratona, mas somente os três melhores (homens e mulheres) irão representar o Brasil.  Ou seja, a lista de espera é grande…

No site da CBAt, há uma área chamada “Seleções”, onde existe um link chamado “Atletas com índice”. Nele, é possível conferir quem alcançou os índices exigidos pela entidade para competir na Rio 2016. A entidade  definiu que irão compor a equipe olímpica brasileira no máximo três atletas por prova. O problema é que na maratona há mais classificados do que vagas. Além dos 12 competidores com índice entre os homens, existem seis mulheres que já superaram as marcas mínimas exigidas (2h19min no masculino e 2h45min para o feminino).

>>> E mais: As vagas do Brasil nos Jogos Rio 2016

Para definir os donos das vagas, a CBAt estipulou, no caso da maratona, que o período de obtenção do índice olímpico seria de 1º de janeiro de 2015 a 6 de maio de 2016. Além disso, criou também como critério classificatório o desempenho no Mundial de Pequim 2015, dando a vaga para quem ficasse entre os 20 primeiros colocados. Coube a Solonei Rocha da Silva assegurar seu lugar, ao terminar a prova em 18º lugar (2h19min19s).

As outras duas vagas no masculino, por enquanto, pertencem a Marilson Gomes dos Santos, que cravou 2h11min00s na Maratona de Hamburgo, em 26/4/2015, e Paulo Roberto de Almeida, que tem como marca 2h11min02s obtida na Maratona de Fukuoka, no dia 6/12/2015. O próprio Solonei, antes mesmo do Mundial de Pequim, já tinha obtido o índice, com o desempenho na Maratona de Milão em 2015, marcando 2h13min15s.

Giovani dos Santos, portanto, tem a quarta melhor marca e teoricamente só conseguirá ir ao Rio se disputar uma outra maratona até 6 de maio ou no caso de contusão dos três atletas com os melhores tempos. Também superam o índice da CBAt no masculino Valerio de Souza Fabiano (2h15min14s), Gilmar Silvestre Lopes (2h16min06s), Franck Caldeira (2h16min35s), Gilberto Silvestre Lopes (2h16min39s), Edson Amaro Arruda (2h16min51s), Fredison Carneiro Costa (2h18min06s), Mateus Soares Trindade (2h18min49s) e Giomar Pereira da Silva (2h18min50s).

Entre as mulheres, as três atletas que estariam classificadas hoje seriam Adriana Aparecida da Silva, que marcou 2h35min28s em Nagoya (JAP), em 8/3/2015; Marly dos Santos, com 2h37min25s na Maratona de Sevilla (ESP), em 22/2/2015; e Graciete Moreira Carneiro, que alcançou 2h38min33s também em Sevilla, mas em 21/2/2016. Rosângela Raimunda Pereira, Sueli Pereira da Silva e Roselaine de Sousa Ramos também superaram a marca mínima da CBAt, mas com tempos piores do que as três primeiras colocadas.

No caso de Sueli Pereira, nem tem lista de espera: flagrada em dois exames antidoping  (Corrida da São Silvestre e Corrida de Reis), por uso de EPO, ela foi julgada e pegou uma suspensão de quatro anos pelo STJD da CBAt.

 



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