Uruguai volta às Olimpíadas para resgatar a própria história



Jogadores uruguaios comemoram a vaga olímpica, após a vitória sobre a Argentina/Crédito: El País

Em 1928, o arquiteto brasileiro Oscar Niemayer casou-se com Annita Baldo; o músico Glenn Miller mudou-se para Nova York, enquanto o escritor George Owell arrumava as malas em direção à França; Charles Chaplin lançava seu filme “O Circo”; a pintora brasileira Tarsila do Amaral concluia seu quadro “ABAPORU” , para presentear o marido Oswald de Andrade; Getúlio Vargas tomava posse do governo do Rio Grande do Sul; o futuro técnico Rinnus Mitchels nascia na Holanda; o futuro ditador Hosni Mubarak nascia no Egito; e o Uruguai vencia o torneio olímpico de futebol dos Jogos de Amsterdã, na Holanda.

Oitenta e quatro anos depois de tudo isso ter acontecido, o Uruguai estará de volta às Olimpíadas. Ao derrotar a Argentina por 1 a 0, durante o Sul-Americano sub-20 do Peru, nesta última quarta-feira, o futebol uruguaio deu mais um passo em seu renascimento e garantiu uma das duas vagas sul-americanas para o torneio olímpico de futebol dos Jogos de Londres, em 2012. Na verdade, o Uruguai estará  resgatando a própria história, pois foi após conquistar o bicampeonato dos Jogos, em 1924 (em Paris) e 28 (Amsterdã) que a seleção uruguaia ganhou o apelido de Celeste Olímpica.


É sensacional ver este renascimento do futebol uruguaio, que já havia começado em grande estilo com o quarto lugar na Copa do Mundo da África do Sul, em 2010. O Uruguai é um gigante do futebol sul-americano, só que estava inerte, anestesiado, respirando por aparelhos. O continente sul-americano viveu nos últimos anos exclusivamente da rivalidade Brasil e Argentina. Houve, é claro, um brilhareco aqui e ali de uma Colômbia, de um Paraguai, até do Chile. Mas o futebol sul-americano sem um Uruguai forte não era a mesma coisa.


Que esta classificação para as Olimpíadas de Londres, no ano que vem inspire os bravos jogadores da Celeste Olímpica a tentarem repetir as glórias de seus antecessores. Como as imagens abaixo não deixam esquecer.

 Obs: fonte para os acontecimentos históricos de 1928 – site Ponteiro