Um Pan-Americano mais especial do que nunca



Apresentação organizada pelo Canadá, na festa de encerramento do Pan de Guadalajara, em 2011. Crédito: COB

Entrada da delegação do Canadá na festa de abertura do Pan de Guadalajara, em 2011. Crédito: COB

O primeiro Pan-Americano que vi ao vivo foi na belíssima Mar del Plata, cidade balneária da Argentina. Cobri como repórter do Diário Popular, hoje Diário de S. Paulo, ao lado do saudoso e competente companheiro Nicolau Radamés Creti. Foi um Pan estranho aquele, por alguns motivos: primeiro, ele foi realizado em março, fugindo do frio intenso que ocorre na região nos meses de julho e agosto, período em que tradicionalmente os Jogos das Américas acontecem.

Outra coisa bem estranha naquele Pan praticamente foi o fato de ele ter sido ignorado pelas grandes emissoras de TV do Brasil. Um problema entre a OIT (Organização de Televisão Ibero-Americana) e os organizadores argentinos fez com que o acordo de transmissão da entidade fosse rompido. Houve até proibição para que as emissoras afiliadas mostrassem as imagens, sob pena de serem proibidas de transmitir a Copa da França, em 1998. Com isso, apenas a rede CNT/Gazeta, de baixa audiência, transmitiu as principais competições.

Ainda assim, foi bacana ver ao vivo a última grande conquista de Joaquim Cruz (ouro nos 1.500 m) e o surgimento de um fenômeno no boxe, Acelino Popó, que ficou com a prata nos leves, além de um show de Gustavo Boirges e do então novato Fernando Scherer, o Xuxa.

>>> E mais: Veja as modalidades do Pan de Toronto que valem vaga no Rio 2016

O segundo Pan-Americano foi no mesmo Canadá que a partir desta sexta-feira verá os Jogos de Toronto. Em Winnipeg 1999, trabalhando pelo diário esportivo Lance!, pude acompanhar de perto uma grande participação do Brasil, que já iniciava a trajetória para se consolidar como uma forças da competição (claro que beneficiado pelo pouco interesse dos norte-americanos e até canadenses em mandarem seus principais talentos).

Ainda assim, foi possível acompanhar de perto o brilho de uma então iniciante Maurren Maggi, que conquistou o ouro no salto em distância e prata nos 100 m com barreira. O atletismo foi um show à parte, graças aos ouros de Claudinei Quirino (200 m e revezamento 4 x 100 m) e o tricampeonato de Eronildes Araújo nos 400 m com barreira. Foi em Winnipeg que a seleção feminina de vôlei finalmente conseguiu superar as rivais cubanas na disputa do ouro e também onde o basquete masculino conseguiu seu prêmio de consolação, ao ficar com o ouro após fracassar no Pré-Olímpico de Porto Rico e ficar fora das Olimpíadas de Sydney 2000.

O terceiro Pan ao vivo seria em 2015. Mas o destino e a crise da imprensa impediram que isso acontecesse. Porém, graças a um convite do chefe de eventos da TV Record, Marcos Silveira, estarei acompanhando os Jogos de Toronto de uma forma diferente em minha carreira, como comentarista do canal Record News. Serão mais de 200 horas de transmissão ao vivo, que começarão justamente a partir das 11h, com a competição dos saltos ornamentais. Estarei ao lado dos colegas Marcelo Romano, Wilson Baldini Júnior, Eduardo Savóiae o ex-judoca Daniel Hernandes. A narração ficará por conta de Reinaldo Gottino, Marco Túlio Reis e Marcos Leandro. Vale lembrar que o Laguna Olímpico seguirá sendo atualizado normalmente durante o evento, com muita análise e informação.

Fica o convite para vocês.



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