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A última cena (dramática) de Usain Bolt



Agora, acabou. Mas nem o roteirista mais criativo poderia prever um final de carreira tão dramático para o jamaicano Usain Bolt.

O público que lotou as arquibancadas do Estádio Olímpico de Londres prendeu a respiração quando uma cena jamais imaginada ocorreu. Ao pegar o bastão do companheiro Yohan Blake para completar a prova do revezamento 4 x 100 m do Mundial de Londres, Bolt sentiu uma lesão na perna esquerda e caiu gritando de dor na pista. O homem mais rápido do mundo, aquele que muitos diziam que era extraterrestre, mostrou que é humano. E mostrou isso da pior forma possível.

O super-homem foi derrotado em Londres para a passagem do tempo. O primeiro sinal já havia sido dado no último sábado, quando o mundo ficou estupefato ao vê-lo ser superado por Justin Gatlin (ouro) e Christian Coleman (prata) na final dos 100 metros. Mesmo não chegando dentro de sua melhor forma, esperava-se que “o Raio” mais uma vez comandasse o time jamaicano para conquistar mais uma medalha – desde 2009, em Berlim, a Jamaica sempre venceu o  4 x 100 m.

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De forma dramática, Bolt sai de cena deixando um tremendo vácuo no posto de ídolo maior para o atletismo mundial. O seu legado, contudo, ficará presente por muito tempo. Ninguém em sã consciência pode imaginar que surgirá alguém num período de pelo menos uma década capaz de deixar os recordes da lenda jamaicana para trás.

Tricampeão olímpico nos 100 e 200 m; bicampeão olímpico no 4 x 100 m; tricampeão mundial nos 100 m; tetracampeão mundial nos 200 m e 4 x 100 m. Apenas os números não serão capazes de demonstrar o que foi O jamaicano para a história do esporte mundial.

O capítulo final merecia ser muito mais feliz, mas em nada diminuí toda a sua grandeza como o maior de todos os tempos.

Abaixo, a evolução de Bolt nos 100 e 200 m nos últimos dez anos:

 



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Autor

Marcelo Laguna

É jornalista desde 1984, quando fez a cobertura dos Jogos Olímpicos de Los Angeles dos estúdios da Rádio Gazeta, em São Paulo. Desde então, participou da cobertura de todas as Olimpíadas, sendo quatro delas “in loco”: Atlanta 1996, Sydney 2000, Londres 2012 e Rio 2016. Cobriu também três Jogos Pan-Americanos (Mar del Plata 1995, Winnipeg 1999 e Lima 2019) e diversos Mundiais de basquete e outras competições de esportes olímpicos. Fez parte do grupo fundador do Lance!, onde trabalhou como editor entre 1997 e 2000 e entre 2015 e 2016. Trabalhou também na revista Placar, Gazeta Esportiva, Diário Popular, site SportsJá!, portal iG, Diário de São Paulo, Revista Veja e Folha de S. Paulo

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@MarceloLaguna