Turquia-2010: Lições de duas derrotas



O armador Lenadrinho em ação, na derrota do Brasil para a Espanha

É claro que ninguém gosta de perder. Mas por mais incoerente que possa parecer, existem derrotas que podem trazer enormes benefícios no futuro. Este parece ser o caso da participação do Brasil no Torneio Internacional de Logroño, encerrada nesta terça-feira com a derrota da equipe comandada pelo argentino Rubén Magnano para a seleção da Espanha – atual campeã mundial – por 84 a 68.

 O jogo faz parte da preparação da equipe brasileira para o Campeonato Mundial da Turquia, que começará no próximo dia 28. Um dia antes, a seleção já tinha sido superada pela Argentina, outra favorita ao título, por 77 a 73. Duas derrotas em dois dias seguidos e para equipes do primeiro escalão do basquete mundial não são o fim do mundo. Mas é bom que Rubén Magnano fique com uma pulga atrás da orelha após estes resultados.

No jogo desta terça-feira, por exemplo, ficou evidente a falta que Tiago Splitter e Nenê Hilário fazem ao quinteto titular brasileiro. Sem seus dois pivôs, o trabalho de marcação acabou sobrecarregando o terceiro gigante da equipe, Ânderson Varejão, e o resultado disso foi uma infinidade de faltas cometidas pelos armadores e alas.

Não foi à toa, portanto, que Leandrinho, Marcelinho Machado e Alex foram excluídos do jogo com cinco faltas. Leandrinho, por exemplo, praticamente não jogou no terceiro quarto, pois já estava com três faltas antes do intervalo. Isso não serve de desculpa, porém, para o péssimo desempenho defensivo. O ataque espanhol deitou e rolou. Parecia até um treino coletivo.

 E como desgraça pouca é bobagem, Varejão ainda deu um belo susto, ao tropeçar num adversário e sofrer uma torção no tornozelo direito,na metade do último quarto. Precisou sair carregado pelos companheiros e assistiu o final do jogo do banco,com um saco de gelo no pé. Cena preocupante.

O próprio Magnano precisa repensar alguns conceitos, após ter sido expulso de quadra por causa de uma reclamação ostensiva, após um erro de arbitragem. Um pouco mais de cabeça fria não faz mal a ninguém.

As derrotas no triangular espanhol não são o fim do mundo. Mas mostraram que o Brasil depende demais de suas estrelas. E quando elas não estão num bom dia, o risco da vaca ir para o brejo é enorme.

Crédito da foto: Carlos Picazas/FEB



  • Anônimo

    Só lembrando que antes o Brasil já havia perdido por 20 pts de diferença para Porto Rico e que ontem a Espanha tb jogou desfalcada de dois de seus principais jogadores:

    Marc Gasol (o 2º melhor pivô da Fúria) e Rudy Fernandez (o jogador que para mim será o MVP do Mundial).

    BR

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