Tiago Splitter merecia um basquete brasileiro melhor



Tiago Splitter defendeu o Brasil apenas em uma Olimpíada, em Londres-2012 (Crédito: Divulgação)

Nesta segunda-feira, o pivô Tiago Splitter anunciou sua aposentadoria do basquete. Numa entrevista dada ao canal “Sportv” em Los Angeles, onde foi realizado no último final de semana o Jogo das Estrelas da NBA, o catarinense de 33 anos confirmou que não jogará mais. Ele já estava sem atuar há dez meses, quando defendeu o Philadelphia 76ers.

Splitter não conseguiu se recuperar de uma lesão no quadril, que inclusive o levou à cirurgia há dois anos, fazendo com que não pudesse disputar a Olimpíada Rio-2016. Se quisesse voltar a atuar, teria que ser operado novamente. Ele preferiu parar de jogar.

Se houvesse apenas um motivo para enaltecer a carreira de Splitter, basta lembrar que ele foi o primeiro jogador do Brasil a ter conquistado um título da NBA. Foi na temporada 2014, defendendo o San Antonio Spurs e vale lembrar que ele não era nenhum coadjuvante, muito pelo contrário. E o time tinha estrelas como Tim Duncan, Manu Ginobilli e Tony Parker, entre outros.

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Na NBA, Splitter defendeu, além do Spurs, o Atlanta Hawks e Philadelphia 76ers, disputando 355 jogos, sendo titular em 153. O brasileiro encerra a carreira com média de 7,9 pontos e cinco rebotes por partida na liga americana. Importante lembrar que ele também construiu uma carreira sólida no forte basquete europeu. Foi bicampeão da forte Liga ACB, da Espanha, em 2008 e 2010, pelo Baskonia, além de ter sido MVP da temporada regular e das finais da Liga ACB em 2010. Em 2008, integrou a seleção da Euroliga de basquete.

O azar de Tiago Splitter foi ter nascido em uma época complicada do basquete brasileiro, com administrações catastróficas da CBB (Confederação Brasileira de Basquete), que refletiram diretamente na ausência da Seleção Brasileira da Olimpíada por 12 anos. Esteve apenas em uma edição dos Jogos, em Londres-2012, quando o Brasil terminou  em quinto lugar.

Com uma postura profissional exemplar e dono de um senso de liderança como poucos em quadra, Tiago Splitter mereceria ter atuado em uma era mais vitoriosa do basquete brasileiro.

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