O ousado plano para fazer Thiago Braz recordista mundial do salto com vara



O ucraniano Vitaly Petrov é um cara que não tem medo de desafios, especialmente os mais complicados. Mas para alguém com o currículo que ele tem, tudo é possível.

O homem que preparou o brasileiro Thiago Braz para conquistar a medalha de ouro no salto com vara na Olimpíada Rio-2016 foi o responsável direto pelo sucesso de duas lendas no atletismo mundial: o ucraniano Serguei Bubka e a russa Yelena Isinbayeva. Se Bubka é dono de 13 das melhores marcas na história do salto com vara masculino, Isinbayeva, aposentada no ano passado, ainda é a recordista mundial na prova feminina.

Passada a ressaca pela conquista do ouro no Rio de Janeiro, Petrov propôs um desafio ousado para a CBAt: transformar Thiago Braz no recordista mundial do salto com vara.

A história foi contada pelo diretor de Alto Rendimento da entidade, Antonio Carlos Gomes, na coletiva da última terça-feira (30), quando a CBAt explicou os detalhes do novo contrato de patrocínio com a Caixa Econômica Federal.

“Depois que terminou a Olimpíada, fizemos uma reunião com o Vitaly aqui na CBAt. Foi quando ele virou e disse: ‘precisamos programar esse cara para bater o recorde do mundo. Só que para isso eu preciso mudar todos os parâmetros de força e velocidade do treino dele'”. O “cara” a quem ele se referia era Thiago Braz.

Segundo Petrov explicou aos dirigentes, um ciclo olímpico é dividido com dois anos de treinos intensos e dois anos de muitas competições. A ideia do ucraniano é fazer nesta primeira parte da caminhada rumo a Tóquio-2020 um trabalho completamente diferente do que já foi feito com o saltador brasileiro.

“Ele pretende mudar o treino dele nestes primeiros dois anos e colocá-lo para fazer um trabalho de força violento. Porque para saltar acima de 6,16 m [atual recorde mundial, do francês Renaud Lavillenie], tem que usar uma vara muito pesada. Ele precisa ter uma força que não tem hoje”, disse Gomes.

Uma consequência deste planejamento em  busca de um recorde mundial na vara poderá ser percebida nas primeiras competições deste ciclo olímpico. “O Vitaly foi claro: ‘para os próximos dois anos, você esquece o Thiago. Você quer que ele bata o recorde do mundo?’. E o que está ocorrendo?  Vejam as marcas dele neste começo de temporada”, disse Gomes.

“Ciclo olímpico é muito duro. Se começar a exigir marcas agora, ele começa a treinar forte para um meeting aqui, outra prova ali, e vai sucateando o processo de treino e não tem mais projeto de medalha lá pra frente. O Thiago não pode ganhar tudo o que é competição nestes quatro anos, se quiser bater o recorde do mundo como estamos planejando”, explicou o diretor de Alto Rendimento.

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