Supertime do São Caetano na Superliga feminina de vôlei ameaçado de fracassar



Coluna Diário Esportivo, publicada na edição de 12 de dezembro do Diário de S. Paulo

Sonho do São Caetano na Superliga vira um pesadelo

Antes da abertura da 15ª edição da Superliga de vôlei, no final de outubro, havia uma espécie de consenso: finalmente, no torneio feminino, poderíamos acompanhar o fim da hegemonia de Rexona e Finasa/Osasco sobre os demais concorrentes. A razão para explicar o provável equilíbrio da competição seria a presença da forte equipe do São Caetano/Blausiegel, que conta com três integrantes da seleção brasileira campeã olímpica nos Jogos de Pequim: a levantadora Fofão, a ponteira Mari e a oposto Sheilla. Mas se no papel tudo indicava uma divisão de forças, na prática o desempenho das meninas do ABC tem sido decepcionante, a ponto de detonar uma crise pouco comum no mundo do vôlei, (mal) acostumado a conviver apenas com notícias positivas.

Conforme o DIÁRIO publicou na edição do dia 2 deste mês, o técnico do São Caetano, Antonio Rizola, foi demitido por pressão das atletas, que estariam descontentes com seu trabalho. Oficialmente, o motivo da saída foi para ele ficar mais próximo da família, que vive em Minas Gerais, e tratar de uma fratura na mão direita, ocorrida após um soco dado por Rizola no banco, irritado com os erros de sua equipe nos Jogos Abertos do Interior. Outras fontes garantem que o ambiente no São Caetano também não é dos melhores, por causa da diferença salarial entre as três olímpicas e o restante do elenco. O fato é que tudo isso somando resulta numa campanha medíocre na Superliga, com cinco vitórias em oito jogos disputados, sem contar a partida de ontem à noite contra o Finasa. Nada que ameace a classificação do São Caetano para a fase de mata-matas do torneio, mas está longe de ser uma campanha brilhante. Pois é, pelo visto veremos novamente Rexona e Finasa brigando pelo título.

Indefinições na ginástica

O final do ano traz um ponto de interrogação na ginástica artística brasileira. Sem contar mais com o técnico ucraniano Oleg Ostapenko, e desfalcada de Daiane dos Santos, Jade Barbosa e Laís de Souza, a equipe feminina terá apenas Daniele Hypólito na final da Copa do Mundo, a partir de hoje, em Madri. Diego Hypólito e Mosiah Rodrigues representarão a equipe masculina. Além disso, com a eleição de Maria Luciene Resende para a presidência da CBG, há o risco do centro de treinamento de Curitiba ser desativado.

CBB mantém parceiro

Apesar de ter anunciado um patrocínio de R$ 14 milhões/ano com o Vasco da Gama, a Eletrobrás não deixará o basquete de mãos abanando. Segundo a assessoria de imprensa da Confederação Brasileira de Basquete (CBB), a estatal renovará seu contrato por mais um ano, no valor de R$ 10 milhões, repartidos entre as seleções feminina e masculina (sub-15, sub17 e adulta), o projeto social Basquete do Futuro, as clínicas de arbitragem, as Clínicas Técnicas e de Preparação Física. Menos mal.

Foto: Divulgação/João Pires

A coluna Diário Esportivo, assinada por este blogueiro, é publicada às sextas-feiras no Diário de S. Paulo



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