Superliga de vôlei começa cheia de estrelas e como regulamento esdrúxulo



Já vou logo colocando a minha opinião: acho ridículo e esdrúxulo o sistema de disputa da Superliga de vôlei 2008/09, o campeonato brasileiro da modalidade, cujos torneios masculino e feminino terão largada hoje.

Sei que sou voz dissonante nesta questão, pois todos os jogadores(as) e treinadores (não sei quanto há de sinceridade na palavra deles), e até mesmo jornalistas especializados, aprovam integralmente a fórmula de se dividir os participantes em grupos e disputar quatro mini-torneios (dois com jogos dentro de cada chave, dois com jogos enfrentando os times dos outros grupos), realizando assim quatro decisões, que na prática terão como única utilidade, além de aumentar a sala de troféus do time visitante, ganhar dois pontinhos (um, no caso do perdedor) na classificação geral.

Isso mesmo: de efeito prático, esta overdose de decisões criada pela Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) atende apenas aos interesses da emissora de TV que detém os interesses de transmissão (no caso, Globo e Sportv), para criar mais “emoção” na disputa. Os que defendem a fórmula argumentam que ela é perfeita para preparar o lado psicológico dos jogadores para encarar disputas eliminatórias em Olimpíadas ou Mundiais.

O pior é que não há nem mesmo a única vantagem que existia no ano passado, na qual a equipe que ganhasse mais “finais” teria a vantagem de decidir a grande final da Superliga em seu ginásio. Nesta edição 2008/09, o artigo 38.1 do Capítulo VII do regulamento (que fala sobre o sistema de disputa), em seu parágrafo 4º, já determina o Ginásio do Maracanãzinho, no Rio de Janeiro, como local do jogo final da competição. Azar do time se sua sede não for no Rio ou em alguma cidade próxima…

Para não dizer que sou um ranzinza incorrigível, sim, temos coisas boas nesta Superliga. Nada menos do que 29 medalhistas olímpicos, sendo 18 deles de ouro, estarão em quadra, defendendo alguma das 24 equipes (12 no masculino e outras 12 no feminino), participantes, um número excelente. Além disso, talvez como conseqüência positiva da recessão internacional, esta Superliga vai assistir a um grande fluxo emigratório: 43 atletas (15 no feminino e 28 no masculino) que estavam no exterior, voltaram ao Brasil.

Confira os jogos da primeira rodada:

Superliga masculina
Quarta-feira (29/10)
Cimed/Brasil Telecom x Lupo Náutico
Sada/Betim x Tigre/Unisul/Joinville
GA
C Logistics/Santo André x Vôlei Futuro
Álvares/Vitória x Vivo/Minas

Quinta-feira (30/10)
Bento Vôlei x Fátima/Medquímica/UCS
Santander/São Bernardo x Ulbra Suzano Massageol

Superliga feminina
Quarta-feira (29/10)
Rexona-Ades x Cativa/Pomedore
São Caetano/Blausigel x Brasil Telecom
Mackenzi
e/Cia. do Terno x Vôlei Futuro
Finasa Osasco x Praia Clube/Futel
Minas Tênis Clube x Pinheiros/Mackenzie
Spor
t/
Maurício de Nassau x Medley/Banespa



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