Saída de Nuzman já repercute positivamente dentro das confederações



Roberto Leitão, superintendente da CBW, está otimista com a troca de comando no COB (Crédito: Divulgação)

Atenção para a frase abaixo, dita por Roberto Leitão, superintendente da CBW (Confederação Brasileira de Wrestling):

“Independentemente da situação, a mudança é bem recebida. Com um nome como Paulo Wandereley na presidência do COB, creio que as Confederações serão mais atendidas em seus objetivos técnicos, pois ele passou os últimos anos administrando uma confederação e sabe as necessidades das entidades.”

A declaração de um dos mais importantes dirigentes da CBW, que foi atleta olímpico (Seul-1088 e Barcelona-1992) e medalhista de prata no Pan de Indianápolis-1987, é muito esclarecedora, para dizer o mínimo.

Entrevistado pelo LANCE!, para o canal “Histórias que fazem diferença”, Roberto Leitão falava sobre a realidade do wrestling brasileiro, neste primeiro ano pós-olímpico. Comentou a respeito das dificuldades financeiras da entidade, que está sem patrocínio desde que o acordo anterior com a Caixa Econômica Federal foi encerrado no final de 2016. Mas a resposta à pergunta sobre a saída de Carlos Arthur Nuzman é uma bela amostra do efeito das mudanças no comando do COB (Comitê Olímpico do Brasil).

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O fato de ter colocado como objetivo pessoal trazer uma Olimpíada para o Brasil fez com que Nuzman se afastasse da convivência no dia a dia do trato com as confederações. Para isso, ele entregava esta tarefa a seus auxiliares diretos, alguns extremamente competentes dentro do COB. Mas mesmo delegando poderes, o ex-presidente poderia ter feito uma política de aproximação com as entidades, especialmente as das modalidades menos badaladas.

A comemoração disfarçada do dirigente da CBW a respeito da mudança no comando no esporte olímpico brasileiro mostra claramente que há quem veja a possibilidade de sonhar com uma nova realidade após a renúncia de Carlos Nuzman.

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