Fome de recordes move Robert Scheidt rumo a Tóquio



Robert Scheidt

O velejador Robert Scheidt, na coletiva nesta terça-feira (5), em São Paulo, quando confirmou que tentará uma vaga para sua sétima Olimpíada (Crédito: ZDL)

O que diferencia um atleta excepcional, referência em sua modalidade, para aquele outro “normal”?

São muitos os fatores que podem apontar essa diferença: técnica, genialidade, instinto de liderança ou até mesmo uma dose saudável de vaidade.

Há aqueles também  que são movidos pela necessidade quase interminável de buscar recordes e vitórias, superar os próprios limites. Este me parece ser o ponto em que se enquadra o velejador Robert Scheidt, que nesta terça-feira anunciou em entrevista coletiva que buscará vaga na Olimpíada de Tóquio-2020.

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Se tiver êxito em sua empreitada, quebrará um recorde e ficará em condições de bater outro.

Scheidt poderá disputar no Japão sua sétima olimpíada, feito que seria um recorde no esporte olímpico do Brasil. Só poderia ser igualado pela jogadora de futebol Formiga, que também tem seis Jogos Olímpicos no currículo e ainda segue atuando.

Outro recorde, contudo, seria exclusivo. Se chegar a Tóquio-2020 e subir ao pódio, passaria a ser o maior medalhista olímpico brasileiro. Já tem cinco medalhas no currículo: duas de ouro (Atlanta-96 e Atenas-2004, na classe laser), duas de prata (Sydney-2000, na laser, Pequim-2008, na star) e uma de bronze (Londres-2012, na star). Só passou em branco na Rio-2016.

Essa fome de recordes talvez seja o maior desafio para fazer Robert Scheidt, aos 45 anos, desafiar o tempo e buscar uma nova campanha olímpica. E o fará em um barco da laser, que conhece como ninguém e o consagrou no cenário internacional.

Em dezembro, escrevi aqui mesmo, após Scheidt sinalizar que poderia repensar sua aposentadoria olímpica, que seria uma excelente notícia para o esporte brasileiro. Temos tão poucos ídolos da dimensão dele que a possibilidade de tê-lo de volta numa Olimpíada é uma grande notícia.

De resto, Scheidt trouxe para a CBVela (Confederação Brasileira de Vela) uma agradável dor de cabeça. O Brasil já tem vaga assegurada na laser, graças ao desempenho de João Pedro Oliveira no Mundial da Dinamarca, em 2018.

A definição do representante se dará diante dos resultados nos Mundiais de 2019 (Japão) e 2020, ou no evento-teste olímpico, na raia de Enoshima (JAP), em agosto. Quem medalhar, leva a vaga.

Com Robert Scheidt de volta à disputa, esta briga ficará muito mais interessante, convenhamos.

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