Uma receita de sucesso improvável



Estádio Maracanã Rio 2016

Para o COI, a Rio-2016 pode ser considerada um sucesso, apesar dos problemas (Crédito: Fabio Gonçalves)

Faça um teste com a sua memória e diga: qual era a expectativa geral para a realização dos Jogos Rio-2016 há exatamente um ano? Descarte as previsões catastrofistas assim como as excessivamente otimistas e lembrará da visão reticente sobre o sucesso da primeira edição das Olimpíadas realizadas na América do Sul.
Na verdade, sobravam motivos para ter um pé atrás a respeito do sucesso do evento no Rio de Janeiro.

Eram obras atrasadas (algumas bem importantes, como o velódromo no Parque Olímpico), problema na venda de ingressos, críticas da imprensa estrangeira sobre a qualidade da água na Baia de Guanabara e a explosão no número de casos de contaminação por zika, doença transmitida pelo mosquito aedes aegypti.

Em poucas palavras, havia um sentimento de pessimismo muito grande sobre o que ocorreria durante a Olimpíada do Rio.

Só que a realidade mostrou uma situação bem diferente. Não só a Rio-2016 aconteceu sem grandes crises como teve sucesso do ponto de vista esportivo. No fim, os Jogos deixaram uma imagem positiva para torcedores e turistas que vieram ao país.

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Pois o próprio COI (Comitê Olímpico Internacional) admitiu nesta terça-feira que a Olimpíada do Rio de Janeiro acabou saindo bem melhor do que eles mesmos imaginavam.

Após reunião do comitê executivo da entidade, Christophe Dubi, diretor-executivo dos Jogos Olímpicos, disse que a avaliação do evento foi positiva. Até criaram uma classificação inusitada: foram os mais perfeitos dos Jogos imperfeitos.

É natural que o COI não queira desqualificar seu mais valioso produto. E sejamos justos, durante a Olimpíada os problemas foram bem pontuais: dificuldade de acesso ao Parque Olímpico no primeiro dia de competições, poucas (e caras) opções nas áreas de alimentação foram os casos mais emblemáticos.

Mas o que não se pode esquecer é o saldo da Rio-2016 para o Brasil. O custo estratosférico das arenas, o Parque Olímpico sem plano de legado definido e a crise financeira que chegou forte no Rio. Não se pode fechar os olhos para isso.

* Coluna publicada na edição desta quarta-feira (7/12) do Lance!

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