Retrospectiva: relembre como foi a Olimpíada de Inverno de PyeongChang



Queima de fogos na cerimônia de abertura da Olimpíada de Inverno de PyeongChang (Crédito: COI)

Embora não tenha tanto apelo com o torcedor brasileiro, a Olimpíada de Inverno de PyeongChang foi o maior acontecimento no esporte olímpico em 2018. Se normalmente eventos como este já produzem histórias incríveis, a edição deste ano foi ainda mais rica. Inclusive para as modalidades de inverno do Brasil.

Relembre abaixo alguns dos momentos mais significativos dos Jogos de Inverno realizados na Coreia do Sul.

Vitória do esporte sobre a política

Delegações das Coreias do Norte e Sul desfilam juntas na cerimônia de abertura dos Jogos de PyeongChang (Crédito: COI)

Poucos momentos foram tão significativos quanto o desfile em conjunto das Coreias do Norte e do Sul na cerimônia de abertura. O gesto foi ainda mais importante por envolver duas nações que se enfrentaram em uma guerra sangrenta nos anos 50, tiveram o país dividido literalmente e ainda não assinaram um acordo de paz.

Os dois países não desfilavam juntos em uma Olimpíada desde os Jogos de Inverno de Turim-2006.

Mas a “união” temporária das duas Coreias foi além do desfile que abriu os Jogos. Uma equipe unificada de hóquei no gelo participou da Olimpíada. Sem grande sucesso esportivo, é verdade, mas com uma importância esportiva tremenda.

A aproximação que começou em PyeongChang se prolongou para a vida política, com o encontro do ditador da Coreia do Norte, Kim Jon-Un, e o presidente da Coreia do Sul, Moon Jae-in. E quem diria, já se fala até em organizarem conjuntamente uma Olimpíada. Uma grande vitória do esporte.

Histórias de superação

A americana Lindsey Vonn segura as lágrimas na cerimônia das medalhas da prova do esqui alpino da Olimpíada de PyeongChang (Crédito: AFP PHOTO/ JAVIER SORIANO)

É comum encontrar incríveis histórias de superação vividas por atletas em Jogos Olímpicos. Na edição de PyeongChang, claro que isso se repetiu. Inclusive com nomes badalados nas modalidades de inverno. A americana Lindsey Vonn, do esqui alpino, foi uma delas.

Com 33 anos, vinha de uma série de graves lesões no joelho e tornozelo, desde 2013. Ouro no dowhill em Vancouver-2010, ela sabia que PyeongChang seria a última chance de conseguir um grande resultado.

O ouro não veio, mas a medalha de bronze, que marcou sua despedida olímpica, a fez cair em lágrimas no pódio.

Outro que deu a volta por cima na Coreia do Sul foi o canadense Mark Morris. Atleta do snowboard, sofreu uma queda em um treino, quebrou 17 ossos, teve pulmão e baço em colapso. Menos de um ano do acidente, conquistou a medalha de bronze no snowboard slopestyle.

As trapaças russas no doping

Nadezhda Sergeeva, atleta russa do bobslead, que deu positivo no exame antidoping em PyeongChang (Crédito: Reprodução)

A mais grave punição imposta pelo COI (Comitê Olímpico Internacional) à Rússia por causa do escândalo do doping foi seu banimento da Olimpíada de Inverno. Apenas atletas com histórico limpo de doping puderam competir, representando a equipe OAR (Atletas Olímpicos da Rússia).

Os russos tentaram acabar com a suspensão para poder desfilar com sua bandeira na cerimônia de encerramento. Mas por incrível que pareça, apareceram dois casos positivos em PyeongChang. Os russos não se ajudam quando a história é doping.

O Brasil na Olimpíada de Inverno

A brasileira Isadora Williams não conseguiu repetir a boa atuação do programa curto na patinação artística em PyeongChang (Crédito: AFP PHOTO / Roberto SCHMIDT)

Não é segredo para ninguém que os esportes de inverno não são prioridade da atenção de torcedores ou para atrair investimentos no Brasil. Isso não significa que resultados expressivos para a nossa realidade não possam ser alcançados.

Um exemplo disso foi o desempenho de Isadora Williams. Pela primeira vez na história, uma representante da patinação artística chegou a participar do programa livre, que na prática equivale à disputa de medalhas. Foi ainda a primeir avez em que uma patinadora latino-americana havia chegado tão longe.

A falha em sua apresentação, com direito a uma queda, terminando na 24ª (e última) colocação, não tiraram o brilho e a improtância do feito de Isadora. Também teve motivo para festejar o time do bobsled, que alcançou em PyeongChang a 23ª posição, melhor colocação em suas participações na Olimpíada de Inverno.

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