Medo de ‘rejeição olímpica’ faz COI buscar alternativas para novas candidaturas



Nesta última semana, o comitê executivo do COI esteve reunido em Lausanne (SUI). Na pauta das reuniões, um dos temas chamou a atenção, por se tratar de um problema recorrente no movimento olímpico. Foi definida a criação de um grupo de trabalho para buscar soluções e evitar uma espécie de “rejeição olímpica” aos Jogos Olímpicos.

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Representantes do movimento contrário à candidatura de Calgary para a Olimpíada de Inverno de 2026 durante o plebiscito de 2018 (Crédito: Reprodução/Twitter)

Parece incrível, mas a cartolagem olímpica ainda não encontrou um caminho para evitar a epidemia de negativas de possíveis cidades interessadas em receber os Jogos.

Se para as edições das Olimpíadas de Verão, a situação está razoavelmente sob controle, nos Jogos de Inverno a coisa está mais complicada.

Em 2017, o Comitê Olímpico Internacional festejou muito a decisão de conceder, de uma só vez, as sedes de 2024 (Paris) e 2028 (Los Angeles).

A rejeição olímpica à Olimpíada de Inverno, contudo, vem aumentando bastante nos últimos anos. A sede dos Jogos de 2022 teve somente duas finalistas, Baku (Azerbaijão) e a vencedora Pequim (China). A situação não mudou muito para os Jogos de 2026.

No ano passado, o COI levou um verdadeiro tapa na cara com o resultado de um plebiscito na cidade canadense de Calgary, que rejeitou a candidatura. Uma rejeição expressiva, diga-se de passagem (56,4% da população). Por enquanto, seguem vivas uma candidatura conjunta das cidades italianas de Milão e Cortina d’Ampezzo e a outra da sueca Estocolmo.

Agora, o COI quer resolver esse impasse de qualquer jeito. Formou um grupo de trabalho especial para propor novas medidas que tornem as candidaturas olímpicas mais sustentáveis.

O presidente do COI, Thomas Bach, concede entrevista após reunião do conselho executivo da entidade (Crédito: COI)

“Temos que reconhecer que os tempos continuam mudando. Queremos estar no topo deste desenvolvimento. É por isso que discutimos outros passos para tornar o processo de candidatura ainda mais flexível, direcionado e mais orientado para o diálogo”, afirmou o alemão Thomas Bach, presidente do COI.

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Segundo o site “Around the Rings”, Bach deu “carta branca” ao australiano John Coates, que preside o grupo de trabalho, para propor profundas mudanças. O ideal para o alemão é que elas venham antes de junho, quando a sede dos Jogos de 2026 teria que ser definida. Uma das propostas seria flexibilizar o período de candidaturas. Até mesmo uma etapa de convites para possíveis interessadas pode ser implantada.

Se pensarmos que há 30 anos, cidades se estapeavam pelo direito de ser sede dos Jogos, seria uma grande mudança. Se vai dar certo e terminar com a tal rejeição olímpica, aí é outra história.



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