Com novo ranking, Iaaf inicia a modernização do atletismo



Sebastian Coe, presidente da Iaaf, fala durante a reunião do conselho da entidade (Crédito: Iaaf)

Considerado a base de todos os esportes, o atletismo permanece praticamente inalterado desde que surgiu, ainda nos tempos da Grécia antiga. Segue sendo basicamente aquilo que apaixona tantos fãs ao longo dos últimos anos. O mais rápido, o mais forte, o que salta mais alto e mais distante. Poucos esportes são tão lindos em sua simplicidade. Mas como em tudo na vida, o atletismo viu que já passou da hora de dar um passo adiante. E uma das formas para tornar a modalidade mais atraente foi anunciada nesta sexta-feira (3), com o anúncio da criação de um novo ranking.

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A exemplo do que já existe em várias outras modalidades, como tênis, natação, judô, boxe e muitos outros, o ranking do atletismo também terá como função inicial servir como parâmetro para  classificações de grande competições, como Jogos Olímpicos e Campeonatos Mundiais. Ninguém sabe exatamente como ele irá funcionar nem quando entrará em vigor, possivelmente no primeiro trimestre de 2018.

Mas a Iaaf (Associação das Federações Internacionais de Atletismo) não esconde que o alvo é valorizar as grandes competições e obrigar que os grandes astros da modalidade estejam nelas. Em particular, em sua joia da coroa, a Liga Diamante.

Reformulada este ano, distribuindo uma premiação que chegou aos US$ 3 milhões, a Liga Diamante é o mais balado circuito de provas do atletismo mundial. Reúne os principais meetings e com cachês milionários, acaba atraindo as grandes estrelas. Mesmo mudando o sistema de classificação, muitas vezes os atletas “escolhiam” quais provas participar, evitando confrontos com seus principais rivais. Para eles, ótimo, mas o torcedor que acompanhava no estádio ou pela TV, acabava no prejuízo.

“Pela primeira vez na história do esporte, atletas, mídia e fãs terão um entendimento claro da hierarquia das competições de nacional para área para eventos globais”, disse Sebastian Coe, presidente da Iaaf. Pelo novo formato, a posição dos atletas seria baseada de acordo com os pontos somados nos eventos, que teriam pesos diferentes. Os eventos internacionais dariam mais pontos do que as competições nacionais.

Desde que explodiu o escândalo do doping sistemático dos atletas da Rússia, que contou com a complacência do antigo presidente Lamine Diak – aquele amigo do peito de Carlos Nuzman, lembra? -, o atletismo passou a ver como questão de honra reconstruir sua imagem. Não sei se a criação de um ranking pode ajudar nisso.  Mas certamente deixará um esporte que é sensacional ainda mais interessante.

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