Governo rebatiza programa ‘Atleta Pódio”, de olho em Tóquio-2020



* Post atualizado

Um dos receios dos atletas de alto rendimento do esporte olímpico do Brasil era que, com o fim da Rio-2016, todos os programas de incentivo patrocinados pelo governo federal fossem encerrados. Depois da chamada pública para concessão da Bolsa Atleta, na última sexta-feira, o ministério do Esporte assegurou a continuidade do Bolsa Pódio, agora batizado como Atleta Pódio. A portaria foi assinada pelo ministro Leonardo Picciani e publicada no Diário Oficial.

No atual estágio de refluxo de investimentos estatais e privados nas confederações olímpicas, esta notícia teoricamente assegura um pouco de tranquilidade aos atletas que vão se preparar para a Olimpíada e Paralimpíada de Tóquio-2020.

De acordo com as regras publicadas pelo ministério, o órgão formará grupos de trabalho que irão selecionar os contemplados pela bolsa. Estes grupos terão membros do próprio ministério do Esporte, das confederações brasileiras das modalidades, COB (Comitê Olímpico do Brasil) e eventualmente das estatais que patrocinam os esportes olímpicos brasileiros.

As ENAD’s ( Entidades Nacionais de Administração do Desporto, no caso as confederações) enviarão ao Ministério do Esporte as listas com os atletas colocados entre os 20 primeiros do mundo em suas respectivas provas, “devendo classificá-los de acordo com critérios técnicos, fundados nos resultados recentes e perspectivas de sua melhoria, demonstrada em estudo sistematizado”, segundo explica a Portaria.

Importante lembrar que este programa também contemplará o esporte paralímpico. Serão quatro faixas de bolsas para os atletas em 2017:

Grupo 1 (R$ 15 mil)

Atletas colocados entre os três primeiros do Ranking Olímpico de 2017 em suas respectivas provas; ou que tenham subido ao pódio na Olimpíada do Rio 2016; ou, então, que tenham conquistado medalha no Campeonato Mundial ou competição equivalente.

Grupo 2 (R$ 11 mil)

Atletas colocados do 4º ao 8º lugar no Ranking Olímpico de suas provas de 2017; ou que tenham se classificado do 4º ao 8º lugar na Olimpíada do Rio 2016; ou que tenham ficado do 4º ao 8º lugar no Campeonato Mundial ou competição equivalente.

Grupo 3 (R$ 8mil)

Atletas colocados do 9º ao 16º lugar no Ranking Olímpico de 2017 em suas provas; ou classificados do 9º ao 16º lugar em suas provas na Olimpíada do Rio 2016; ou ficado do 9º ao 16º lugar no Campeonato Mundial  ou competição equivalente.

Grupo 4 (R$ 5 mil)

Atletas colocados do 17º ao 20º lugar no Ranking Olímpico de 2017 em suas provas; ou que tenham ocupado do 17º ao 20º lugar em suas provas na Olimpíada do Rio 2016; ou que tenham ocupado do 17º ao 20º lugar em suas provas no Campeonato Mundial ou competição equivalente.

A assessoria de imprensa do ministério do Esporte explicou ao blog que estão reservados para este programa um total de R$ 39 milhões, apenas para este ano. O Atleta Pódio irá beneficiar o atleta selecionado durante todo o ciclo olímpico, até Tóquio-2020. A permanência no programa, contudo, será reavaliada anualmente e a permanência fica condicionada aos requisitos da portaria. O ministério informou ainda que os valores de cada faixa (R$ 5 mil, R$ 8 mil, R$ 11 mil e R$ 15 mil) serão pagos aos atletas mensalmente.

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