‘Não há desmanche da equipe’, diz presidente da Confederação de esgrima



Brasil enfrenta a Venezuela, na disputa por equipe masculina na Rio-2016 (Crédito: Washington Alves/Exemplus/COB)

Brasil enfrenta a Venezuela, na disputa por equipe masculina de esgrima na Rio-2016 (Crédito: Washington Alves/Exemplus/COB)

O fim dos contratos de atletas e comissões técnicas com a CBE (Confederação Brasileira de Esgrima), a partir do programa de incentivos feito com a Petrobras, noticiada na última quarta-feira (31/8) não foi feito de surpresa. A afirmação é do presidente da entidade, Gerli dos Santos, que por e-mail respondeu aos questionamentos do blog. De acordo com o dirigente, o encerramento dos contratos já estava previsto.

“O distrato não foi nenhuma surpresa e sempre foi encaminhado ao final de cada temporada (dentro do nosso processo administrativo) a fim de alertar aos atletas para se organizarem até que as possíveis futuras parcerias serem consolidadas, pois o apoio dado pelo Comitê Olímpico do Brasil via Lei Agnelo/Piva, Ministério do Esporte e Exército Brasileiro deverá prosseguir e os nossos atletas com certeza continuarão usufruindo desses benefícios”, afirmou o dirigente.

Segundo Santos, mesmo que o contrato com a Petrobras seja renovado, após o final do compromisso (janeiro de 2017), a CBE não teria como cumprir os compromissos com os atletas sem contar com estes recursos.  “Haverá um espaço de tempo entre as negociações, elaboração de novo contrato e a sua efetiva execução, período este em que teremos muitas dificuldades para mantermos os benefícios em vigor. E isto é um fato”, explicou.

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Gerli dos Santos defendeu o planejamento da CBE, que colocou todos os recursos na preparação da equipe para a Rio-2016. “Os recursos são finitos e foram investidos na melhor preparação dos atletas. A documentação remetida de distrato é parte legal do processo administrativo (procedimento este realizado todos os anos). Não há, como alguns poucos querem fazer parecer, o desmanche da equipe. Tampouco faltou planejamento que ‘acabou’ com os recursos. O que houve foi uma direção que sagrou-se acertada”, disse o dirigente.

Santos confirmou que está em processo de negociação com a Petrobras para renovar o patrocínio e disse que ainda não consegue fazer uma avaliação do impacto que ocorrerá caso a parceria não continue. “Estamos em reavaliação do ciclo 2013/2016 e em replanejamento para o ciclo 2017/2020. Precisamos consolidar esses programas para uma melhor análise. Nosso plano ‘diamante’ está direcionado a nossa atual patrocinadora. Algumas sondagens já estão sendo feitas com boa receptividade. Vale ressaltar, primeiro vamos consolidar o plano estratégico da modalidade para 2017/2020, na sequência deveremos apresentá-lo”, afirmou o presidente da CBE.



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