Pré-Olímpico: eliminação para Cuba mostra que Bassul terá muito trabalho



A rigor, a seleção brasileira feminina de basquete teria somente dois jogos a fazer no Pré-Olímpico de Valdívia: a semifinal, contra Cuba, e a final, diante dos Estados Unidos. E justamente em sua “estréia” na competição, o Brasil tombou feio: derrota para o bravo time cubano por 69 a 67.

Ninguém, em sã consciência, poderia esperar que o renovado time brasileiro, agora comandado por Paulo Bassul, conseguisse derrotar as americanas (que nem têm sido brilhantes, mas só jogando 50% são muito superiores a todos os concorrentes) na decisão. Mas o que todos esperavam era que o Brasil chegasse à final!

Só que o Brasil perdeu para Cuba. Com direito a Iziane, a jogadora que todos apontam como a referência e talento de um time desprovido de estrelas, errar dois lances livres faltando menos de 30 segundos para o final do jogo. Se convertidos, o placar estaria empatado e a seleção teria chance de, talvez, garantir a vitória na prorrogação.

Mas Iziane errou. Como errou também uma bola de três pontos (fundamento em que falhou seguidamente no torneio), a sete segundos do fim, quando ainda tinha tempo para trabalhar melhor a jogada.

O basquete do Brasil, deste forma, contabiliza mais um vexame. Nada que desabone o excelente time de Cuba, que só perdeu para as americanas na primeira fase no último quarto da partida, depois de comandar o placar no restante do jogo. Só que o Brasil, desde o histórico ouro no Pan de Havana/91, havia enterrado de vez o fantasma cubano. A diferença é que naquela vez havia Paula e Hortência.

O resultado do Pré-Olímpico acaba apenas mostrando o quanto os 10 anos de “reinado” de Antonio Carlos Barbosa à frente da seleção, somado à inércia da CBB em cuidar do desenvolvimento do basquete feminino, fizeram com a modalidade.

Pelo visto, Paulo Bassul terá muito trabalho para reconstruir a seleção brasileira.