Por um mundo olímpico mais feminino



Nos últimos dias, cresceu como um tsunami em redes sociais e em seguida por vários veículos de comunicação a campanha em defesa dos direitos da mulher, que relataram de forma corajosa as abomináveis experiências de assédio sexual, muitas ocorridas na infância. Como reação às leis retrógradas que estão sendo aprovadas no Congresso Nacional, as mulheres foram às ruas, soltaram a voz e a hastag #primeiroassedio tornou-se uma discussão obrigatória em todas as rodas.

É claro que o tema acaba despertando outras abordagens, igualmente importantes para a mulher, que sofre discriminações das mais variadas formas, seja no campo profissional ou pessoal. E nesta luta pela igualdade, é necessário também que se fale sobre a necessidade em tornar o mundo olímpico cada vez mais feminino.

Aos olhos de hoje pode até não parecer, mas as Olimpíadas ainda são um reduto com maioria masculina. Isso vem diminuindo a cada edição, mas para se ter uma ideia, nos Jogos de Londres 2012 a porcentagem de atletas do sexo feminino competindo foi de 44%. E por incrível que pareça, aquela foi a primeira edição olímpica em que todos os países participantes tinham ao menos uma mulher em sua delegação.

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E nunca é demais lembrar que o próprio Barão de Coubertin, responsável pela criação dos Jogos Olímpicos em sua versão moderna, era totalmente contrário à participação feminina. “As mulheres têm apenas um papel, que é o de coroar os vencedores”, dizia Coubertin.

A visão refratária à presença feminina no maior evento esportivo do planeta seguiu com força até os Jogos de Montreal 1976, quando pela primeira vez a taxa de participação feminina no evento superou os 20% (21% na ocasião).

As mulheres ainda estão lutando para quebrar estas barreiras aqui mesmo em nosso quintal. Ainda não chegamos a ver uma delegação olímpica brasileira dividida igualmente entre homens e mulheres, mas a diferença vem caindo a cada edição. Em Londres 2012, dos 257 integrantes da equipe brasileira, 135 eram homens e 122 mulheres. Ah, um detalhe: das três medalhas de ouro obtidas pelo Brasil nas últimas Olimpíadas, duas foram femininas – Sarah Menezes, no judô, e a seleção feminina de vôlei.

Toda força e respeito às mulheres olímpicas!



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