Por que torcer contra Budapeste na corrida olímpica para os Jogos de 2024



O COI (Comitê Olímpico Internacional) já conhece os candidatos a concorrer pela sede dos Jogos Olímpicos de 2024. Nesta terça-feira (15), a entidade anunciou de forma oficial as cinco cidades que estão na chamada “corrida olímpica”, naquele que será o primeiro mega-evento já sob orientação da Agenda 20 +20, lançada para tentar tornar as Olimpíadas mais sustentáveis e viáveis economicamente aos interessados.

Assim, estão na briga Roma (Itália), Hamburgo (Alemanha), Paris (França), Budapeste (Hungria) e Los Angeles (EUA). Destas, apenas as representantes alemã e húngara tentam receber os Jogos pela primeira vez. As demais já foram sede olímpica ao menos uma vez, como Roma, em 1960, enquanto que Paris (1900 e 1924) e Los Angeles (1932 e 1984) receberam os Jogos em duas ocasiões.

Como curiosidade, a capital francesa tentará finalmente deixar de bater na trave, após não conseguir vencer as eleições de 1992, 2008 e 2012. A definição da sede olímpica de 2024 ocorrerá na 130ª Sessão do COI, marcada para a cidade de Lima, no Peru, em 2017

O COI aproveitou a definição das cidades candidatas para anunciar ainda que contribuirá com US$ 1,7 bilhão em dinheiro e serviços para o comitê organizador da candidatura vencedora. Nada mal como “ajuda de custo”, hein?

>>> E mais: Paris 2024: será que desta vez ela leva?

Agora, peço licença para abandonar um pouco a neutralidade jornalística para declarar publicamente minha torcida para que a escolhida não seja Budapeste. Claro que se trata da candidata com menos chances entre as cinco que estão na briga (neste quesito, Los Angeles e Paris aparecem por enquanto como favoritas). Nunca recebeu uma competição multi-esportiva de grande porte e não consta que a Hungria esteja nadando em dinheiro, pois mesmo com a promessa do COI de ter Olimpíadas mais “baratas”, ainda serão eventos muito dispendiosos.

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O que me faz ter uma clara rejeição à candidatura de Budapeste é um fato que extrapola o esporte, mas que nem por isso é menos relevante. A capital húngara tem ocupado espaço generoso no noticiário internacional por conta da crise dos refugiados da Síria, que começaram a desembarcar no continente europeu em número cada vez maior nas últimas semanas.

A Hungria é o país que mais tenta coibir a presença destes refugiados. Até uma cerca de arame farpado na fronteira do país com a Sérvia foi colocada. Nesta quarta-feira, policiais usaram gás lacrimogênio contra os imigrantes, justamente na fronteira com a Sérvia. Até uma lei anti-imigração ilegal foi aprovada no país e foram detidas 519 pessoas.

Um país que tem uma postura absolutamente abominável contra pessoas que tentam apenas sobreviver não tem o direito de receber um evento como as Olimpíadas.



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