Pequim-08: espírito olímpico passa mesmo longe do futebol



Nos últimos dias, vi em diversos blogs ou colunas de jornais opiniões detonando a participação do futebol nos Jogos Olímpicos. Para vários colegas, o esporte mais popular do planeta não combina com as Olimpíadas, seja pela péssima relação existente entre Fifa e COI, seja pela pressão dos clubes que não querem ceder seus jogadores ou pela própria estrutura da competição, que parece ser um elemento à parte nos Jogos. Tanto é verdade que o torneio de futebol costuma começar antes das próprias Olimpíadas e as partidas nem ocorrem na sede dos Jogos.

Até hoje, eu não concordava muito com esta opinião quase unânime. Achava que no futuro as duas entidades poderiam encontrar um caminho, uma fórmula para que as Olimpíadas não ficassem sem o futebol.

Mas a decisão ocorrida hoje na sede do Tribunal Arbitral do Esporte (TAS) me fez compreender que. definitivamente, o futebol precisa sair do programa olímpico. Ao dar razão aos clubes europeues para não liberarem nem mesmo os jogadores com idade até 23 anos – que de acordo com a própria Fifa estariam obrigados a participar do torneio – o TAS mostrou-me que, de fato, futebol e Olimpíadas não combinam.

E é bom Dunga começar a pensar em substitutos para Diego e Rafinha, que jogam no futebol alemão e correm risco de não poderem estrear nesta quinta-feira, diante da Bélgica.



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