Pequim-08: Bassul tenta justificar o fiasco da seleção feminina de basquete



Eliminada do torneio feminino de basquete das Olimpíadas de Pequim, a seleção brasileira reúne os cacos e também tenta encontrar desaculpas para a ridícula campanha cumprida até agora em Pequim.

A derrota desta sexta-feira para a Rússia por 74 a 64 voltou a mostrar os velhos problemas exibidos ao longo do torneio, especialmente na hora de decidir o jogo. De que adianta liderar os dois primeiros quartos se nos últimos 10 minutos o time sente a pressão ?

Além disso, há uma nítida carência de talentos neste grupo que disputa os Jogos, agravada pelas ausências de Iziane (por indisciplina) e Érika (contusão).

O técnico Paulo Bassul, que é competente mas errou além da conta ao longo das Olimpíadas, se revolta com quem chama de vexame a participação brasileira. “Falar em vexame ou vergonha é injusto. Esse time poderia estar entre os quatro. Nós ganhamos duas vezes neste ano da Espanha, que tem boas chances de chegar à semifinal”, argumenta Bassul.

Devaneios do técnico à parte, é preciso deixar claro que o Brasil sofreu uma profunda renovação para estas Olimpíadas. Em relação ao time que esteve em quadra no Mundial de 2006, em São Paulo, quando ficou em quarto lugar, não estão presentes Janeth, Alessandra, Helen, Cíntia Tuiú (que abandonaram a seleção), além de Iziane e Erika. Fazer uma renovação tão radical assim tem o seu preço.

Talvez seja necessário compreender que esta será a realidade do basquete feminino do Brasil daqui para frente. Acabou aquela geração mágica que levou o país ao título mundial de 1994, à medalha de prata em Atlanta-96 e bronze em Sydney-00.

Daqui para frente, teremos que nos acostumar com equipes apenas esforçadas, brigando para chegar às grandes competições, onde provavelmente fará o papel de figurante.

E que ninguém se esqueça da responsabilidade da Confederação Brasileira de Basquete (CBB) em tudo isso. O anêmico basquete feminino brasileiro, que mal consegue reunir oito equipes para fazer um Campeonato Nacional, não consegue segurar seus principais talentos, que na primeira chance se mandam para o exterior.

O basquete do Brasil não merecia isso. E no final da história, Bassul e suas jogadoras têm a menor parcela de culpa pelo resultado bizonho em Pequim.

Foto: Adrianinha, cestinha da partida com 21 pontos, tenta passar pela marcação russa
Crédito: Divulgação/Fiba



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