Ah, esse vento fora de hora…



Paulo André comemora a vitória nos 100 m do Troféu Brasil, quando baixou a marca dos 10 segundos, mas com vento acima do limite (Crédito: Ricardo Bufolin / Panamerica Press / ECP)

Era para ser um dia perfeito. Com autoridade, Paulo André Oliveira não deu chance aos rivais e venceu os 100 metros do Troféu Brasil de atletismo, nesta quinta-feira (29). Mais do que o resultado, contudo, o que importava mesmo era o tempo da prova. Pela primeira vez na história, um brasileiro correu abaixo dos 10 segundos. Só que o 9s90 obtido pelo atleta do Pinheiros não será homologado. E um desagradável vento fora de hora acabou atrapalhando um dia que seria histórico para o atletismo do Brasil.

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No momento da prova, o vento na pista do CNDA (Centro Nacional de Desenvolvimento do Atletismo), em Bragança Paulista, marcava  a velocidade de 3.2 m/s. O limite estabelecido pelo regulamento da Iaaf (Associação das Federações Internacionais de Atletismo) é de 2.0 m/s. Assim, a vitória de Paulo André na prova foi mantida, mas a marca não foi homologada.

Se o vento estivesse dentro do limite, significaria a quebra de uma marca que já dura 31 anos. Desde maio de 1988, o recorde sul-americano e brasileiro nos 100 m pertence à Robson Caetano, que no Ibero-Americano daquele ano, realizado na Cidade do México, cravou 10s00. Nunca mais um velocista brasileiro chegou perto de ameaçar superar o tempo de Robson.

Quer dizer, há dois anos, uma nova geração de velocistas  vem tentando mudar esta história. Paulo André, Rodrigo Nascimento, Jorge Vides, Derick de Souza, Aldemir Gomes e Victor Hugo dos Santos vêm correndo cada vez mais rápido. Vários deles integraram o quarteto que foi campeão mundial de revezamentos, em maio. Ninguém mais do que Paulo André, que teve a melhor marca do Brasil em 2018 com impressionantes 10s02.

Nesta quinta-feira, o atleta do Pinheiros estava dividido em comemorar o feito de ter sido o primeiro brasileiro a completar os 100 metros abaixo dos 10 segundos e a frustração do vento ter estragado a sua festa.

“Nada é por acaso. Esta é uma marca para ser respeitada. O planejamento era que ela viesse lá em Doha [no Mundial de atletismo], mas tudo bem. Ainda vou correr muitas marcas abaixo dos 10 s, podem esperar”, disse Paulo André, em entrevista ao Canal Atletismo, parceria entre a CBAt (Confederação Brasileira de Atletismo) e a TVN Sports.

A barreira dos 10 segundos nos 100 metros ainda não foi quebrada por um brasileiro. Mas pelo que se viu nesta quinta-feira em Bragança Paulista, é só uma questão de tempo para se tornar realidade.

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