Maior desafio no Pan de Lima será sobreviver ao trânsito



O caótico trânsito de Lima será uma das maiores dificuldades dos organizadores do Pan-Americano (Crédito: Reprodução)

Lima (PER) – Ele está por toda parte. Por mais que você tente despistá-lo, não terá como evitar aquele desagradável encontro diário. Se existe uma coisa que irá testar os limites de um forasteiro que desembarca em Lima para acompanhar os Jogos Pan-Americanos, é o enlouquecedor trânsito da capital peruana.

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É possível apontar, com alguma dose de segurança, que poucas cidades possuem um tráfego tão maluco como o que se pode encontrar em Lima. Sinalizações de semáforo são um mero enfeite, porque ninguém respeita um farol vermelho. E não somente os carros, como também os pedestres não dão muita bola para isso.

As buzinas estão incorporadas de tal forma nas principais ruas limenhas que são quase uma comunicação própria entre os motoristas. Não apenas para ofender quem jogue o carro para cima de você sem o menor constrangimento. A buzina é usada também para constantes saudações entre os motoristas dos ônibus que a organização do Pan oferece aos jornalistas. Uma sinfonia enlouquecedora.

Soma-se a isso a uma total falta de disciplina entre os motoristas. São taxistas ou motoristas de aplicativos estacionando em locais proibidos, sem a menor cerimônia, para pegar algum passageiro.

A preocupação dos efeitos do trânsito no sucesso do Pan de Lima não foi exagerada. Tanto que o comitê organizador teve o cuidado de realizar dois testes com as faixas exclusivas para o transporte oficial de atletas e jornalistas, ligando as diversas arenas de competição (que não são perto da cidade, diga-se de passagem).

Um dos corredores exclusivos para o transporte oficial dos participantes dos Jogos Pan-Americanos, em Callao (Crédito: Lima 2019)

Nos últimos dias, os fatos mostraram que a preocupação dos organizadores não era à toa. Como o próprio sistema de transporte do Pan vinha mostrando inúmeros problemas – ônibus insuficientes e que não chegavam ou partiam nos horários agendados – começou a criar um clima ruim entre as delegações. Os chefes de delegação cobraram firme o comitê organizador, exigindo uma melhora urgente no sistema.

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Imagine um ônibus com atletas que estão a caminho de disputar uma final pan-americana, que se atrase para chegar a um estádio ou ginásio por conta dos frequentes congestionamentos? Seria um pesadelo sem fim.

Nos primeiros dias do Pan, um “super feriadão”, que começa nesta sexta (26) e vai até terça-feira (30) promete aliviar um pouco o inóspito trânsito de Lima. Pena que o tal feriado não poderá ser prolongado até 11 de agosto, data de encerramento dos Jogos.



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