Os inexplicáveis mistérios na seleção brasileira de basquete



Tiago Splitter em ação contra os EUA/Crédito: CBB

Tudo bem que este blog enalteceu o bom trabalho desenvolvido pela seleção brasileira no Mundial masculino de basquete na Turquia, entendendo que a eliminação para a Argentina ocurrida na última terça-feira foi mais um passo para colocar a modalidade de volta aos trilhos, após um período nas trevas. Isto posto, é preciso também questionar algumas posturas e atitudes tomadas tanto pela comissão técnica quanto pela direção da Confederação Brasileira de Basquete (CBB).

Uma nota publicada pelo repórter Murilo Garavello, do UOL, revelou que o pivô Tiago Splitter estava longe de sua melhor forma física no jogo diante dos argentinos. Splitter sofreu uma contratura muscular na coxa esquerda diante da Eslovênia e chegou a ser poupado de algumas sessões de treinamento. É bom lembrar que ele já havia sofrido uma outra contratura, na perna direita, durante a fase de treinamentos, ainda no Brasil.

O diabo é que ninguém falou sobre esta lesão. Nem Splitter, o técnico Rubén Magnano e muito menos a assessoria de imprensa da CBB.

Não há justificativa que explique esta omissão de informação. Para piorar, o treinador do time brasileiro não permite que os jornalistas acompanhem os treinamentos em tempo integral – normalmente ele liberava os 15 minutos iniciais das práticas para registro de imagens e só.

Também me causava um certo incômodo a  ordem do argentino para que os microfones não captassem suas instruções nos pedidos de tempo, desde os amistosos preparatórios no Brasil. Uma vez ou outra, na hora de dar uma bronca mais forte, vá lá. Mas basta ver os jogos do Mundial para ver que os demais treinadores não estão nem aí com os microfones da tevê.

Quando se elogia o trabalho desenvolvido pelo Brasil no Mundial e se dá um crédito de confiança a Rubén Magnano, também se espera que algumas atitudes se modifiquem. E não falo apenas da falta de iniciativa de jogadores em decidir uma partida. A transparência em atitudes fora das quadras também é fundamental para o basquete voltar a crescer.



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