O atletismo e o doping, no Brasil e na Espanha. Quanta diferença!



 

Jayme Netto, banido do atletismo após o escândalo do doping de 2009

Já escrevi aqui no blog que o atletismo brasileiro perde de goleada para o doping, especialmente após o escândalo dos dopados na equipe Rede, às vésperas do Mundial de Berlim, em 2009. Sâo casos e casos que acabam divulgados, mas a prevenção, que é o mais importante, é apenas objeto de ficção científica. Punição, então, só em casos extremos, como foi a eliminação do ex-técnico Jayme Netto, até prova em contrário o grande responsável pelo caso da equipe Rede.

Eis então que mais um episódio de doping atinge o atletismo brasileiro. O atleta José Alessandro Bernardo Bagio, especialista em marcha atlética de 20km, teve nesta quinta feira divulgado o resultado positivo de seu teste, para a substância 19-norandrosterona”. Ele testou positivo para esta droga em duas ocasiões: num teste fora de competição, na cidade de Timbó (SC) e durante o Troféu Brasil, em São Paulo, ambos em setembro.

A CBAt (Confederação Brasileira de Atletismo) fez o que sempre faz: após ouvir as explicações do atleta, o suspendeu provisoriamente desde a última terça-feira. O atleta ainda tem um prazo de duas semanas para dar entrada ao pedido de julgamento no STJD da entidade.

O engraçado é ver como as coisas mudam em outros países. Também nesta quinta, a campeã mundial dos 3.000m com obstáculo, Marta Dominguez, foi detida ao lado de outras 13 pessoas, graças a uma ação da polícia espanhola chamada “Operação Galgo”. Marta, que está grávida, ficou detida durante oito horas, quando prestou depoimento, e depois acabou liberada. Existe a suspeita que ela seja responsável por ministrar substâncias ilegais a outros atletas.

Só por este exemplo acima dá pra ver a diferença na forma com que o doping é encarado no Brasil e na Espanha…



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