Confuso, novo ranking do atletismo busca valorizar grandes eventos



A Iaaf lançou o novo modelo de ranking para o atletismo mundial (Crédito: Iaaf)

Com a promessa de simplificar a identificação dos melhores atletas do mundo em cada prova, a Iaaf (Associação Internacional das Federações de Atletismo) lançou nesta quarta-feira (27) o seu novo ranking. Mas se há uma coisa que não existe nesta nova fórmula é simplicidade. É de deixar com inveja os criadores do ranqueamento mensal que é feito pela Fifa (Federação Internacional de Futebol).

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“O ranking mundial vai impulsionar e moldar o sistema de competição global, incluindo a qualificação para futuros campeonatos importantes e permitir que todos os interessados no atletismo saibam quem é o número 1 do mundo. Pela primeira vez, todos terão uma visão clara da hierarquia das competições”, disse Sebastian Coe, presidente da Iaaf, em comunicado oficial.

Desculpe-me, Lorde Coe, campeão olímpico dos 1.500 m nos Jogos de Moscou-1980 e um dos maiores atletas do mundo, mas falta bastante clareza para entender o seu novo ranking do atletismo mundial.

O método, desenvolvido pela empresa Elite Ltd (All Athletics), mapeia todo o calendário mundial da modalidade. As competições foram divididas de acordo com seu grau de importância e para cada uma delas, há um peso atribuído para cada prova.

Os atletas também terão uma regra para integrar o ranking. Na maior parte dos eventos, eles precisarão competir no mínimo em cinco competições no período de 12 meses para somar os pontos necessários. A ideia da Iaaf é que o ranking seja atualizado sempre às quartas-feiras.

Ao contrário do previsto quando foi anunciada sua criação, em novembro de 2017, este ranking não valerá para definir os classificados ao Mundial de Doha, que será realizado este ano. Uma reunião do Conselho da Iaaf, prevista para março, irá determinar se o novo sistema já será utilizado para definir os qualificados aos Jogos Olímpicos de Tóquio-2020.

Valorização de eventos

Há um ponto, contudo, no qual o novo ranking do atletismo é positivo. A ideia da Iaaf foi criar uma fórmula que obrigasse às principais estrelas de cada prova participar dos grandes eventos, com exceção de Jogos Olímpicos, Mundiais e finais da Liga Diamante, que são os que valem mais pontos.

Antes, se um atleta decidisse competir em um meeting menos badalado ou mesmo em seu país, e alcançasse as marcas exigidas para participar dos grandes eventos, estava com a vida resolvida. Agora, isso não existirá mais.

Trata-se de um problema a mais para o atletismo brasileiro, é bom ressaltar. A modalidade passa por um momento de falta de patrocinadores e os poucos recursos existentes acabam sendo destinados a poucos atletas.

Eis os brasileiros hoje no top 10 do ranking da Iaaf:

  • 110 metros com barreira – Gabriel Constantino (10º – 1.292 pontos)
  • Salto triplo – Almir Junior (10º – 1.255)
  • Arremesso do peso – Darlan Romani (3º – 1.390)
  • Salto triplo – Núbia Soares (10º – 1.256)
  • Lançamento de disco – Andressa de Morais (3º – 1.305) e Fernanda Borges (9º – 1.204)
  • Marcha 20 km – Erica Sena (3º – 1.228)

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