Mundial feminino de basquete: perigo à vista



Adrianinha falhou no momento decisivo do jogo contra a Coreia/Crédito: CBB

Não poderia ter sido pior a estreia da seleção feminina de basquete no Campeonato Mundial da República Tcheca. Sinceramente, não sei ainda o que foi pior: a derrota para uma equipe frágil, porém aplicada, como a Coreia do Sul, ou a verdadeira lambança tática promovida pelo espanhol Carlos Colinas, o técnico escolhido pela CBB (leia-se Hortência Marcari) para comandar a equipe, no lugar de Paulo Bassul.

É inaceitável, sob qualquer argumento, que a seleção brasileira perca uma partida marcando apenas 60 pontos. É mais inaceitável ainda que uma jogadora com a experiência da armadora Adrianinha perca uma bola como aquela, nos segundos finais de jogo. Sem contar que Iziane e Érika, as jogadoras de maior qualidade técnica na seleção, ainda estão desentrosadas, por culpa do calendário maluco da Fiba, que marcou o início do Mundial próximo das finais da WNBA.

É bom Carlos Colinas abrir o olho. Nesta sexta-feira, contra Mali, a obrigação é vencer, e por uma bela margen de pontos. Dpeois, no sábado, diante da forte Espanha, seja o que Deus quiser. Está pintando uma classificação em terceiro lugar na chave, o que atrapalhará bastante os planos das brasileiras para avançar no Mundial.



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