Mudança da maratona por causa do calor pode não ser a única em Tóquio-2020



Largada do evento-teste da maratona aquática em Tóquio, realizado em agosto. Atletas sofreram com o forte calor (Crédito: Tóquio 2020)

Por esta, a turma dos terraplanistas e os que negam os efeitos do aquecimento global não esperavam. Acabou sendo acertada a decisão do COI em transferir, por causa do calor, o local da maratona e marcha atlética da Olimpíada de Tóquio-2020.

Pelo anúncio do Comitê Olímpico Internacional, feito na última quarta-feira (16), as disputas dos dois eventos do atletismo, nos dois naipes, foram transferidas para a cidade de Sapporo, na província de Hokkaido. Com isso, a expectativa é evitar que os atletas sofram os efeitos daquele que tem tudo para ser um dos piores verões da história do Japão. Mas, é bom ninguém estranhar se novas mudanças de cidade forem confirmas nos próximos meses.

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Ao transferir a maratona e a marcha para Sapporo – que já foi sede dos Jogos de Inverno de 1972 – tanto o COI quanto o comitê organizador da Olimpíada de Tóquio esperam evitar sérios problemas que poderiam causar danos físicos aos atletas.

Por dois anos seguidos, fortes ondas de calor na capital japonesa tornaram o verão insuportável. Neste ano, 57 morreram e 1.800 foram hospitalizadas. A expectativa dos dirigentes é que em Sapporo os termômetros registrem na época da Olimpíada temperaturas até seis graus centígrados abaixo do que em Tóquio.

No mesmo comunicado, o COI informou que as provas de longa distância de pista no atletismo (5.000 m e 10.000 m) sejam remanejadas para as sessões noturnas. No rúgbi seven, os jogos das sessões matinais terão que terminar antes do meio-dia. Já a largada do ciclismo mountain-bike acontecerá às 15h.

Só que outras mudanças poderão acontecer. Dentro do COB (Comitê Olímpico do Brasil), existe um temor de que possam ocorrer alterações no local da maratona aquática, cujo evento-teste de agosto aconteceu com as águas da marina de Odaiba passando dos 30 graus.

Também existe uma preocupação com o triatlo. A versão paralímpica da modalidade não conseguiu ser realizada inteiramente, mas neste caso por outro problema que não o calor. As águas da baia de Tóquio apresentavam níveis preocupantes de bactérias fecais.

Em meio à preocupação com a preservação da saúde dos atletas, há também uma questão logística que tira o sono dos comitês olímpicos nacionais. No caso da maratona e da marcha, todo o planejamento já estava feito pensando em Tóquio. O deslocamento para Sapporo, a 800 km ao norte da sede dos Jogos, será um problema a mais para um país onde nada é barato. Ainda mais em plena Olimpíada. A ver como irão resolver esta parada.

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