Todas as medalhas do atletismo do Brasil na história das Olimpíadas



O atletismo do Brasil pode se dar bem com o anúncio do COI (Comitê Olímpico Internacional) que agitou o esporte olímpico nesta quarta-feira (25). Nova análise nos exames apontou a presença da substância methylhexaneamina em Nesta Carter, um dos atletas que fizeram parte do time jamaicano, medalha de ouro na prova, disputada no dia 22 de agosto de 2008. Com isso, o Brasil, cuja equipe ficou em quarto lugar nesta prova, tem tudo para alcançar sua 17ª medalha olímpica na história da modalidade.

Ao cassar a medalha da Jamaica, o COI acabou por tabela frustrando o maior nome do atletismo mundial, Usain Bolt. Ao terminar sua participação nos Jogos Rio-2016, Bolt se orgulhava ao declarar ser o único “tri-tri” do atletismo olímpico, após ter vencido em três edições as provas dos 100 m, 200 m e revezamento 4 x 100 m. Agora, Bolt irá encerrar sua carreira com oito ouros olímpicos – não que isso o faça menor, longe disso.

Se para Usain Bolt a punição anunciada pelo COI foi terrível, o atletismo brasileiro acabou sendo beneficiado diretamente, pois o quarteto formado por Bruno Lins, Vicente Lenílson, Sandro Viana e José Carlos Moreira (o Codó) terminou a prova em quarto lugar e, caso venha a confirmação do COI, subirá automaticamente para o terceiro posto, ganhando o bronze. Coisa parecida ocorreu com o time feminino do 4 x 100 m, que teve seu bronze confirmado ainda durante a Olimpíada do Rio, com o anúncio do doping de uma das integrantes da Rússia, que tinha levado o ouro.

Além do Brasil herdar o bronze, Trinidad e Tobago deverá ficar com o ouro e o Japão, a prata. A confirmação dos resultados, assim como a data de entrega das medalhas, ainda será anunciada pelo COI.

Outra medalha cassada de Pequim-2008 após reanálise do COI foi a da russa Tatiana Lebedeva, do salto em distância, que ficou com a prata após ser superada pela brasileira Maureen Maggi. Ao refazer o exame, foi constatada a presença da substância turinabol. Com isso, o segundo lugar ficará com a nigeriana Blessing Okaqbare, enquanto Chelsea Hammond, da Jamaica, herdará o bronze.

Confira abaixo todas as 17 medalhas olímpicas do atletismo brasileiro.

Medalhas de Ouro (5)

Adhemar Ferreira da Silva – salto triplo – Helsinque-1952 (23/7/52)
Adhemar Ferreira da Silva – salto triplo – Melbourne-1956 (27/11/56)
Joaquim Cruz – 800 m – Los Angeles-1984 (6/8/84)
Maurren Maggi – salto em distância – Pequim-2008 (22/8/2008)
Thiago Braz – salto com vara – Rio-2016 (15/8/2016)

Medalhas de Prata (3)

Nelson Prudêncio – salto triplo – Cidade do México-1968 (17/10/68)
Joaquim Cruz – 800 m – Seul-1988 (26/9/88)
Vicente Lenílson, Edson Luciano, André Domingos e Claudinei Quirino – 4 x 100 m – Sydney-2000 (30/9/2000)

Medalhas de Bronze (9)

José Telles da Conceição – salto em altura – Helsinque-1952 (20/7/52)
Nelson Prudêncio – salto triplo – Munique-1972 (17/10/72)
João Carlos de Oliveira – salto triplo – Montreal-1976 (30/7/76)
João Carlos de Oliveira – salto triplo – Moscou-1980 (24/7/80)
Robson Caetano – 200 m – Seul-1988 (28/9/88)
Arnaldo de Oliveira, Robson Caetano, Edson Luciano e André Domingos – 4 x 100 m – Atlanta-1996 (3/8/96)
Vanderlei Cordeiro de Lima – maratona – Atenas-2004 (29/8/2004)
Rosemar Coelho, Lucimar Moura, Thaissa Presti e Rosangela Santos – 4 x 100 m – Pequim-2008 (22/8/2008)
Vicente Lenilson, Bruno Lins, Sandro Viana e José Carlos Moreira – 4 x 100 m – Pequim-2008 (22/8/2008)*
* A confirmar pelo COI

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  • Shaolin

    Eita letargia da porr…quase 9 anos pr descobrirem o doping. Parece o andamento dos processos judiciais no Brasil. E vai aparecer mais neguinho q ganhou medalhas competindo dopados. Sempre disse Olimpiadas dos dopados, e os telespectadores sempre enganados.

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