Maldição do mata-mata acaba com sonho do Brasil no Mundial



Assim que a tabela definiu que a Espanha seria a adversária do Brasil nas oitavas de final do Mundial masculino de handebol da França, é indiscutível reconhecer que os europeus, com dois títulos mundiais na bagagem, entrariam em quadra com favoritismo absoluto na abertura do mata-mata.

O recente retrospecto entre as duas seleções com confrontos desde 1999 (seis jogos, todos vencidos pela Espanha) também apontava que só uma enorme zebra faria com que o Brasil conseguisse um feito histórico e avançasse pela primeira vez para as quartas de final do torneio.

A Espanha tinha também em seu banco de reservas Jordi Ribera, o técnico responsável por fazer com que a Seleção Brasileira cumprisse uma belíssima campanha na Olimpíada Rio-2016, onde só parou nas quartas para a fortíssima França, que seria medalha de prata.

E mesmo com tudo isso, quase deu Brasil! 

Com um time com 11 jogadores que estavam na campanha olímpica, mas reforçado por jovens talentos, como esse excelente armador Haniel Lângaro, de 21 anos, o time brasileiro ficou muito perto de um feito histórico. Virou no intervalo com dois gols de vantagem (18 a 16) e liderou o placar até aos 10 minutos da etapa final, quando a partir daí a Espanha passou na frente, mas sem conseguir abrir vantagem.

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Por isso, foi com requintes de crueldade que a Seleção viu os espanhóis dois gols de diferença, com menos de um minuto, administrou o tempo após o Brasil diminuir a diferença e conseguiu confirmar o favoritismo.

O duro em tudo isso nem é apenas a derrota em si, mas aquela sensação de déjá-vu. Foi a terceira derrota brasileira na fase de oitavas de final do Mundial masculino, sempre por um gol: havia sido assim com a Rússia em 2013, com a Croácia em 2015 e desta vez para a Espanha.

Será necessário esperar o encerramento das oitavas de final, neste domingo, para que seja definida a classificação final da Seleção. Até hoje, o melhor resultado foi o 13º lugar em 2013. A campanha no Mundial da França teve quatro derrotas e apenas duas vitórias, contra Polônia e Japão, na fase de grupos. Sem novidades, tudo dentro do esperado.

Se aquele velho chavão esportivo “caiu de pé” é perfeitamente aplicável para o Brasil, da mesma forma que é necessário dizer que um time para mudar de patamar no cenário esportivo de alto rendimento precisa mostrar controle emocional e ganhar aqueles jogos considerados impossíveis.

Do contrário, vai ficar para sempre lamentando ficar no “quase”…



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