A importância do título de Marcelo Melo para o tênis do Brasil no Rio 2016



Gustavo Kuerten comemora com Marcelo Melo a conquista do torneio de duplas de Roland Garros. Crédito: Instagram

Gustavo Kuerten comemora com Marcelo Melo a conquista do torneio de duplas de Roland Garros. Crédito: Instagram

A conquista deste sábado do título de duplas do torneio de Roland Garros, ao lado do croata Ivan Dodig, Marcelo Melo não faturou apenas o seu primeiro título de Grand Slam. Obteve também o mais importante resultado para o tênis brasileiro desde as enormes conquistas de Gustavo Kuerten, tricampeão na mesma quadra francesa em 1997/2000/2001, além de ter vencido o título do Masters em 2000. A foto acima, do próprio Guga festejando a conquista do mineiro, dá bem a dimensão deste feito.

Só que há um outro aspecto que a vitória histórica deste sábado não pode deixar passar batido. Atual número três do ranking de duplas da ATP (Associação dos Tenistas Profissionais), Melo será o grande nome da dupla do Brasil, ao lado do igualmente talentoso Bruno Soares (atual nº 16 do ranking) para a disputa dos duplas do torneio olímpico dos Jogos do Rio 2016. Só para registro, Soares tem dois títulos de Grand Slam, no US Open, mas em duplas mistas, em 2012 (com Ekaterina Makarova) e 2014 (com a indiana Sania Mirza).

Mas apenas a conquista de Marcelo Melo neste sábado já faz do Brasil o grande favorito nas duplas do Rio 2016? Claro que não. Em primeiro lugar, porque o torneio olímpico será realizado em piso rápido e não no saibro, superfície onde Melo faturou o título em Roland Garros. O segundo motivo responde pelos nomes Bob e Mike Bryan, a incrível dupla americana, líder do ranking da ATP e que foi derrotada por Melo e Dodig. A despeito do resultado deste sábado, eles são fantásticos e ainda são candidatos fortíssimos a levar a medalha de ouro no ano que vem.

De qualquer forma, o histórico título de Melo, somadas às consistentes atuações que ele e Soares apresentam quando atuam juntos em partidas da Copa Davis, mostram que se há uma esperança de uma medalha olímpica inédita em 2016 para o tênis brasileiro, ela está nas mãos dos dois duplistas mineiros.



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