Magnano garante seu trio de ouro



Coluna Diário Esportivo, publicada na edição de 19 de fevereiro do Diário de S. Paulo

Um mês é um prazo muito curto para se avaliar o trabalho de qualquer pessoa. Mas no caso de Rubén Magnano, seus primeiros 30 dias à frente da seleção brasileira masculina de basquete já estão marcados por um feito considerável: neste período, o argentino garantiu que o time entrará com sua força máxima no Mundial da Turquia, em agosto. Ao assegurar logo de cara as presenças das feras brasileiras da NBA na competição o armador Leandrinho e os pivôs Nenê e Anderson Varejão , Magnano conseguiu algo que seus antecessores sempre tiveram dificuldade em concretizar.

Não que Lula Ferreira e Moncho Monsalve tivessem sido sabotados. Mas, seja por estarem contundidos, seja por má vontade, desde que foram para a NBA, poucas vezes Nenê, Leandrinho e Varejão estiveram juntos na seleção brasileira. A última delas aconteceu no já distante Pré-Olímpico das Américas de 2003, em San Juan (Porto Rico).

Se o prestígio de campeão olímpico de Magnano teve influência direta na decisão dos três craques da NBA, ninguém pode afirmar. Só que é bom os cartolas da CBB não baterem tanto o bumbo por isso. Dos três, quem realmente anda comendo a bola é Nenê, do Denver, que livre de problemas físicos, vem cumprindo uma temporada exuberante é o terceiro melhor da liga em aproveitamento de arremessos (59,2%). Leandrinho, do Phoenix, recupera-se de uma cirurgia no pulso direito, enquanto Varejão virou um reserva de luxo no Cleveland. Ainda é muito cedo para saber como o trio de ouro de Magnano estará no Mundial.

Foto:Nenê Hilário, em ação pelo Denver Nuggets
Crédito: NBA

A coluna Diário Esportivo, assinada por este blogueiro, é publicada às sextas-feiras no Diário de S. Paulo



MaisRecentes

Esportes de PyeongChang-2018: combinado nórdico



Continue Lendo

A história das Olimpíadas de Inverno: Lake Placid-1932



Continue Lendo