Judô brasileiro inicia 2019 com alerta ligado



Considerado como uma das maiores forças do esporte olímpico do pais, o judô brasileiro começa 2019 sob desconfiança. A fraca campanha da seleção brasileira feminina no Grand Slam de Paris (FRA), no último final de semana, foi preocupante. Torneio importante para classificação aos Jogos de Tóquio-2020, teve como melhor resultado do Brasil um quinto lugar de Rafaela Silva. O resultado preocupante neste início de temporada não é algo recente, contudo.

Desde 2018, o segundo no atual ciclo olímpico, o judô nacional vem colecionando mais decepções do que alegrias nas principais competições.

A brasileira Rafaela Silva foi derrotada pela sul-coreana Jisu Kim na disputa do bronze do Grand Slam de Paris (Crédito: IJF)

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Levantamento feito pelo blog, tendo como parâmetro apenas  eventos como Mundiais, Grand Slams, Grand Prix e Masters (que distribuem a maior pontuação no ranking), o Brasil está em uma curva descendente de resultados.

Em 2017, primeiro ano do atual ciclo, os judocas brasileiros conquistaram um total de 51 medalhas. Foram 15 de ouro, 14 de prata e 22 de bronze em 11 torneios disputados (incluindo homens e mulheres).

No ano passado, mesmo participando de 14 competições, o judô brasileiro subiu menos ao pódio. Foram 43 medalhas, sendo cinco de ouro, 11 de prata e 27 de bronze.

Além da diferença de oito medalhas a menos no total, mesmo participando de três eventos a mais, um ponto acaba pesando contra o desempenho das seleções feminina e masculina.

O maior número de conquistas em 2017 foi impulsionado pelo desempenho brasileiro no Mundial de Budapeste (HUN). Na ocasião, o Brasil faturou sete medalhas, incluindo uma por equipe mista. O destaque, contudo, foi o ouro de Mayra Aguiar na categoria até 78 kg.

Como contraste, a decepcionante performance no torneio realizado ano passado em Baku, no Azerbaijão, quando o Brasil teve sua pior participação nos últimos anos. Apenas uma medalha foi conquistada, por Érika Miranda (atualmente aposentada), ma categoria 52 kg.

Embora a temporada esteja apenas começando, o resultado no Grand Slam de Paris trouxe bastante preocupação dentro da CBJ (Confederação Brasileira de Judô). Ney Wilson, gestor de Alto Rendimento da entidade, usou sua conta no Twitter e não pegou leve ao avaliar a participação da seleção feminina na França.

Ainda há muita água para rolar debaixo da ponte do judô brasileiro antes de Tóquio-2020. Mas as correções de rota precisam ser feitas logo, para não ameaçar um tradicional carro-chefe do esporte olímpico do Brasil.

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