Isso é incrível: vôlei brasileiro tem crise de amadorismo



Bruninho é o único levantador do Brasil no Mundial da Itália/Crédito: CBV

A seleção brasileira masculina de vôlei, que hoje deve encerrar sua participação na primeira fase do Campeonato Mundial da Itália com nova vitória diante de Cuba, está passando por uma baita saia-justa: não conta, neste momento, com um reserva para a posição de levantador.

Em razão de Marlon estar afastado com suspeita da Doença de Crohn (inflamação crônica intestinal), o único jogador para a posição entre os convocados pelo técnico Bernardinho é Bruninho, que nos últimos jogos nem vinha atuando como titular. Como o estado clínico de Marlon piorou na sexta-feira à noite, a CBV (Confederação Brasileira de Vôlei) tentou junto à FIVB efetura a troca, mas a entidade negou. A alegação é que o prazo final tinha se esgotado na sexta-feira à tarde.

Resultado: Bruninho é o único levantador do time e nem há a possibilidade de ser poupado durante a forte sequência de jogos. Ou seja, só resta torcer para que ele não sofra nenhuma lesão e que Marlon se recupere o mais rápido possível.

Só que, pelo visto, Marlon já estava com este problema há um bom tempo, ainda na fase de preparação. Melhorava um pouco e depois voltava a sentir os sintomas. Por que não fizeram todos os exames no jogador antes do prazo limite das inscrições? Será que não teria sido melhor a CBV, que normalmente está anos-luz à frente das demais modalidades esportivas brasileiras em termos de organização, ter se precavido e trocado o atleta? CBV pisou na bola feio neste caso.



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