Hortência revolta os psicólogos



Eu acho que Hortência não anda muito popular entre os psicólogos

Hortência: de rainha a sapo



Escrito por João Ricardo Cozac – do site do Ceppe
 
Amigos, a cada dia que passa, menos esperança consigo nutrir pela evolução e modernização no esporte brasileiro. Desta vez, a desastrosa pérola veio da boca de uma ex-rainha do nosso basquete. Sim, Hortência conseguiu se superar nas declarações após a pífia campanha da nossa equipe no último Mundial.
 
Quando indagada sobre a necessidade de um trabalho psicológico, Hortência se saiu com esta pérola: “Várias vezes ligamos para a psicóloga no Brasil para ver o que poderíamos fazer. Elas lidaram muito mal com a derrota, o técnico se perdeu. Quando começaram a engrenar, já era tarde. Um dia, eu fiquei às 3h da manhã procurando música para um vídeo motivacional que ia passar para as meninas. Não acho que tem necessidade de levar um profissional de psicologia e vou continuar não levando”
 
Após prestar serviços honrosos e de saudosa lembrança dentro de quadra, Hortência tem sido o anti-exemplo fora das quatro linhas. Tentou a carreira como comentarista na televisão e fracassou. Deixou de ser convidada pelos principais programas esportivos por conta da postura que não agradava a audiência. Casou-se e, pouco tempo depois, se divorciou de um socialite da aristocracia paulistana conhecido por ser o playboy da nossa Paulicéia. Rendeu-se à tecnologia dos recursos gráficos de uma importante revista masculina onde realizou um ensaio sensual.  Entrou para a direção da Confederação Brasileira de Basquete e agora empunha a bandeira contra o trabalho psicológico no basquete. Ei, Hortência, o que se passa com você?
 
Infelizmente, amigos, vários atletas que fizeram sucesso na década de 80 estão, hoje,  no comando de confederações esportivas usando e abusando da ignorância e da falta de recursos intelectuais e gerenciais nas diversas modalidades que naufragam mais e  mais neste mar do descaso e da superficialidade na visão/concepção de atleta e equipe.
 
Ficar até às 3 horas da manhã procurando musiquinha para motivar a equipe é, no mínimo, digno de um amadorismo típico das cabeças mais retrógradas e limitadas de nosso esporte. A verdade, amigos, é que dirigentes como a Hortência sofrem pela insegurança e pelo medo de se sentirem ameaçados na presença de um profissional da Psicologia. É muito comum treinadores e supervisores de equipes optarem pelo distanciamento dos psicólogos do esporte justamente pela falta de crença no próprio trabalho.
 
Quem perde com isso? Todos! O basquete brasileiro, as atletas que ali estiveram no Mundial, a Psicologia do Esporte, a modernidade na preparação esportiva e, em especial, a ex-rainha Hortência que, para mim e tantas outras pessoas que suspiravam junto com ela a cada arremesso livre no passado, hoje lamentam a quebra de sua coroa por conta da vaidade, ignorância e soberba.



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