Hipismo ensaia novidades para Tóquio-2020. Até onde irá a revolução olímpica?



Muito tem se falado na necessidade de tornar os Jogos Olímpicos um produto mais atraente para o público mais jovem. Aqui no blog, em várias ocasiões, apontou-se que o COI (Comitê Olímpico Internacional) parece estar em busca de uma fonte da juventude. As recentes mudanças no programa esportivo, um dos pontos da Agenda 20 + 20 do presidente da entidade, Thomas Bach, são efeito direto disso. Só que estão passando um pouco dos limites, na minha opinião. A última novidade deve vir do hipismo.

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De acordo com reportagem publicada pelo site “Globoesporte.com” nesta terça-feira, o hipismo saltos quer permitir a participação de equipes formadas por atletas de diferentes países na Olimpíada de Tóquio-2020.

A ideia tem até um ar meio “vintage”, pois recria uma situação que existia nos primórdios dos jogos Olímpicos em muitas modalidades, como tênis e esgrima, por exemplo. No caso do hipismo, atletas de países que não teriam representantes na disputa por equipes formariam um time multinacional. Tal regra já existe no hipismo na disputa da Olimpíada da Juventude.

A mudança foi discutida na Assembleia do COI, semana passada em Lima. Segundo a reportagem, Luiz Roberto Guigni, ex-presidente da confederação brasileira e membro da federação internacional de hipismo, será implantada em Tóquio. Oficialmente, o COI ainda não se manifestou.

Revolução à força

Mas não é só isso. O handebol, desta vez de forma oficial, divulgou no site da federação internacional, divulgou que apresentou a proposta de inclusão do handebol de praia, não para 2020 mas sim para a edição de 2024, em Paris. As definições do programa esportivo da Olimpíada francesa sairão nos encontros dos cartolas do COI em 2019 e 2020. Mas a IHF (Federação Internacional de Handebol) já disse que não irá aceitar qualquer tipo de redução na cota do handebol de quadra.

Minha grande dúvida sobre tudo isso: até onde irá esta “onda revolucionária” do programa esportivo dos Jogos Olímpicos?

Há um clamor, quase em tom desesperado pelos dirigentes do COI, em dar um ar rejuvenecido à Olimpíada. Há uma boa dose de razão nesta teoria, mas vejo um exagero no caminho que está sendo trilhado. A entrada de esportes apenas por terem apelo junto aos jovens, como surfe, escalada esportiva e skate, não significa necessariamente um novo público para a centenária festa do esporte mundial. E já se fala até na entrada dos e-sports, o famoso videogame…

Enquanto o COI não atacar o problema principal, que são os custos exorbitantes para se organizar os Jogos, podem encher de novas modalidades. Não resolverá nada.

A revolução precisa ser feita sim, mas com cuidado para não ferir o próprio espírito da Olimpíada.

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