Handebol não pode perder Morten



Morten Soubak comanda a Seleção Brasileira feminina desde 2009 (Divulgação/Photoegrafia)

Morten Soubak comanda a Seleção Brasileira feminina de handebol desde 2009 (Divulgação/Photoegrafia)

De hoje até o próximo sábado acontecerá uma grande festa no handebol feminino brasileiro. Após a decepção sofrida durante a Olimpíada Rio-2016, quando era apontada como uma das candidatas para conquistar uma medalha e acabou parando nas quartas de final, a Seleção Brasileira fará sua primeira competição de olho no próximo ciclo olímpico para Tóquio-2020. Em Belém (PA), no ginásio Mangueirinho, o Brasil disputará um quadrangular chamado Torneio Quatro Nações, ao lado de Cuba, Eslováquia e Uruguai. Um belo programa para ver em ação algumas das estrelas brasileiras.

Seria tudo perfeito. O ponto negativo, porém, é que a competição pode servir também como despedida do dinamarquês Morten Soubak, técnico das brasileiras desde 2009.

No início deste mês, o presidente da CBHb (Confederação Brasileira de Handebol), Manoel Luiz Oliveira, confirmou que ainda não existe acordo para a renovação de contrato de Soubak, que se encerrará justamente após a realização do quadrangular no Pará. Como provavelmente terá reduzido o patrocínio dos Correios para o ano que vem, a CBHb deverá adequar também o salário do treinador – daí o impasse.

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Caso a ruptura seja mesmo inevitável, será a maior derrota para o handebol brasileiro nos últimos anos. Coube a Soubak dar à Seleção feminina o status de uma das protagonistas do cenário internacional da modalidade. O inédito título mundial de 2013, na Sérvia, foi o ponto alto da equipe comandada pelo treinador dinamarquês, que veio ao Brasil pela primeira vez em 2005, trabalhar no time masculino do Pinheiros. Em 2009, foi contratado para comandar a equipe feminina do Brasil. Soubak se identificou tanto com o país que casou-se com uma brasileira e teve seu filho nascido aqui.

O handebol feminino brasileiro precisaria muito, neste novo ciclo olímpico, da presença de Morten Soubak para apontar os melhores caminhos e fazer as necessárias correções de rota. Em um esporte que está longe de ter tradição e fartura de grandes jogadoras, o competente dinamarquês faria muita falta.

* Coluna publicada na edição desta quinta-feira (1º/12) no LANCE!



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