Hall da Fama da Fiba finalmente reconhece o talento de Janeth



Post produzido pelas redes sociais da ex-jogadora Janeth Arcain, comemorando sua entrada no Hall da Fama (Crédito: Divulgação)

Poucas notícias no esporte olímpico nesta terça-feira (26) foram tão bacanas quanto a da entrada da brasileira Janeth Arcain no Hall da Fama da Fiba (Federação Internacional de Basquete). A cerimônia para os novos indicados (foram 11 nesta temporada) acontecerá no dia 30 de agosto, em Pequim (CHN), véspera da abertura da Copa do Mundo masculina.

Por mais que a entidade tenha lá suas regras, não tem como não dizer que a Fiba demorou para aprovar o nome de Janeth entre as grandes estrelas do basquete mundial.

Qualquer um que tenha acompanhado com atenção o basquete feminino do Brasil entre o final dos anos 80 e a primeira década dos anos 2000 vai reconhecer o papel fundamental de Janeth. Ela foi a ponta que formou o “triângulo” de genialidade que tornou a seleção brasileira feminina uma das referências na modalidade na segunda metade dos anos 90.

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Foi Janeth a legítima sucessora de Hortência e Paula, as maiores jogadoras que já atuaram neste país. E arrisco a dizer, entram fácil no time titular das maiores jogadoras do mundo em todos os tempos.

Não deixa de ser uma ótima coincidência que a entrada de Janeth no Hall da Fama da Fiba tenha acontecido justamente no ano em que se completam 25 anos de uma das maiores glórias do basquete feminino brasileiro. O título mundial de 1994, obtido na Austrália, deu o respeito que faltava ao Brasil. A gloriosa medalha de prata olímpica em Atlanta-1996 foi o prêmio que faltava à uma geração brilhante. Tudo com enorme contribuição de Janeth.

A ala, que atuando no Brasil conquistou dez títulos nacionais e quatro sul-americanos, conseguiu segurar com brilhantismo o legado deixado por Paula e Hortência. Foi a grande líder do time que ficou com o bronze na Olimpíada de Sydney-2000, o último pódio olímpico do basquete do Brasil. Despediu-se das quadras com mais uma medalha, a prata no Pan-Americano Rio-2007.

Se não bastasse tudo isso, sempre é bom lembrar que Janeth Arcain foi uma desbravadora. Ela foi a primeira brasileira a atuar na WNBA, a versão feminina da NBA. Foi tetracampeã pelo Houston Comets e até se reinventou. Nos Estados Unidos, chegou a atuar como armadora, uma forma de conseguir mais tempo em quadra.

Com Janeth, o Brasil passa a ter agora dez integrantes do Hall da Fama da Fiba. A lista se completa com Paula, Hortência, Oscar Schmidt, Ubiratan Maciel e Amaury Pasos (jogadores), Togo Renan Soares, o Kanela (técnico), Renato Righetto (árbitro), Antonio dos Reis Carneiro e José Cláudio dos Reis (dirigentes).

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