Gol anulado não é desculpa para a má estreia do Brasil no Mundial de handebol



A armadora Duda Amorim reclama da anulação de seu gol no empate do Brasil contra o Japão pelo Mundial de handebol (Reprodução)

O empate em 28 x a 28 com o Japão, na estreia do Brasil no Mundial feminino de handebol, foi uma ducha de água fria. Mesmo com técnico novo (Jorge Dueñas) e com metade da equipe renovada em relação à Olimpíada Rio-2016, não dá pra imaginar que o Brasil passe sufoco contra um time sem tradição como o japonês. E o lance polêmico no final do jogo não pode servir de justificativa para o empate brasileiro.

O arremesso feito pela armadora Duda Amorim, no último segundo da partida, terminou no fundo do gol do Japão. Festa das brasileiras para comemorar a vitória suada, até que uma das árbitras sinalizasse que o lance não valeu. A bola saiu das mãos de Duda antes do final do jogo, mas cruzou a linha após o tempo esgotado.

Para quem tem boa memória, o lance foi semelhante ao que aconteceu com a Seleção Brasileira de futebol na Copa do Mundo da Argentina, na estreia diante da Suécia. O jogo estava empatado em 1 a 1 quando aos 45 do segundo tempo,Nelinho cobrou um escanteio e Zico cabeceou para o gol. Seria a vitória do Brasil, mas o árbitro Clive Thomas, de País de Gales, anulou, justificando que o tempo já havia se esgotado.

Relembre como foi o lance:

Na verdade, a marcação correta da arbitragem não pode servir como desculpa para a péssima estreia do Brasil, que ficou atrás do Japão no marcador o tempo todo. Se não fossem as defesas milagrosas da goleira Bárbara na etapa final, a Seleção Brasileira teria saído derrotada em sua estreia no Mundial da Alemanha.

Ainda tem muito campeonato pelo frente, é fato. Mas o Brasil precisa mostrar um jogo mais consistente, especialmente na defesa, se quiser sonhar com um lugar no pódio.

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