Ginástica brasileira deve comemorar a postura de Arthur Zanetti



Arthur Zanetti errou no final de sua série e por pouco não foi eliminado no Mundial de Montreal (Crédito: Ricardo Bufolin/CBG)

A estreia do Brasil no Mundial de ginástica artística em Montreal (CAN) foi longe de ser a ideal. Na disputa da fase classificatória no masculino, viu Arthur Nory, bronze no solo na Rio-2016, ser eliminado tanto neste aparelho quanto na barra fixa. Teve ainda a péssima notícia da confirmação da lesão no joelho de Rebeca Andradeque deixará a atleta fora do Mundial. O time feminino brasileiro se resumirá à jovem Thaís Fidélis, de 16 anos. E quase viu a eliminação do grande Artur Zanetti.

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Ouro em Londres-2012 e prata na Rio-2016, Zanetti cometeu um erro no final de sua série. A falha lhe rendeu uma nota de 14,700, muito abaixo do que costuma fazer. Com isso, sofreu até o final para assegura a oitava e última vaga na final das argolas, que será no sábado (7). Além dele, Caio Souza será outro brasileiro a se classificar para a final do Individual Geral.

Mas não quero aqui me preocupar em analisar o desempenho dos atletas brasileiros – as provas desta terça não tiveram transmissão para o Brasil, apenas pelo site da FIG (Federação Internacional de Ginástica). Queria falar mesmo sobre Arthur Zanetti.

Numa época em que muitos atletas estão às vezes mais preocupados em atualizar suas redes sociais, fazer posts no “stories” do Instagram etc, Zanetti foge do padrão. Mostrou ao longo dos últimos anos, que suas medalhas olímpicas não vieram por acaso.

Chamou a atenção a irritação dele com seu desempenho na estreia do Mundial, que quase lhe custou sua vaga na final. As declarações foram ao site globoesporte.com:

“Não faço a mínima ideia (porque errei). Estou buscando uma resposta até agora. Por isso que estou p… pra c… Eu preciso de uma resposta para saber a porcaria de série que fiz hoje. Estou envergonhado”

Isso que Arthur Zanetti tem é algo que falta a muitos atletas olímpicos brasileiros. A indignação e revolta por não ter alcançado o objetivo. Muitos se contentam por chegar a um Mundial, Pan-Americano ou Olimpíada e justificam um péssimo desempenho dizendo o famigerado “infelizmente não deu, mas estou feliz por ter representado o Brasil”.

A postura de Arthur Zanetti deveria ser o padrão, não a exceção.

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