Fukushima esquece o terremoto e sonha com Olimpíada



Há cinco anos, um  terremoto, seguido de um gigantesco tsunami, pôs a cidade japonesa de Fukushima no centro das atenções do mundo. Além de ter sido praticamente destruída, um vazamento seguido de explosão na usina nuclear da cidade causou um temor de uma tragédia sem precedentes. Foi o maior desastre nuclear no mundo desde Chernobyl em 1986. Agora, Fukushima volta a ser notícia, mas por um motivo bem mais agradável. A cidade fechou um acordo com o comitê organizador da Olimpíada de Tóquio-2020 e poderá receber parte dos jogos dos torneios de beisebol e sua versão feminina, o softbol.

Não deixa de ser simbólico que um dos esportes nacionais do país, e que foi aprovado para integrar o programa esportivo de 2020, possa ser disputado em uma cidade que está se reerguendo. No mês passado, durante um fórum de esporte e cultura realizado em Tóquio, o presidente do COI (Comitê Olímpico Internacional), Thomas Bach, levantou a possibilidade da cidade receber partidas de beisebol na próxima Olimpíada.

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Nesta semana, finalmente o governador da província de Fukushima, Masao Uchibori, anunciou, ao lado do presidente do comitê organizador Tóquio-2020, Yoshiro Mori, a intenção da cidade em receber parte dos eventos de beisebol e softbol. Outras duas cidades também estão concorrendo, Koriyama e Iwaki. O COI deverá tomar uma decisão durante a reunião do comitê executivo, entre os dias 6 e 8 de dezembro.

O Estádio Azuma, em Fukishima, opção da cidade oferecida aos organizadores, tem capacidade para 30 mil pessoas. Para quem está preocupado com os efeitos colaterais do desastre nuclear de 2011, um aviso: o estádio está localizado a 60 km da região onde está localizada a usina, fora da zona de risco.

A possibilidade de poder ter um papel importante na Olimpíada de 2020 deixa Uchibori emocionado. “Senti que o presidente Bach tem um forte sentimento em relação a Fukushima quando ele veio aqui. A ideia de fazer que estes sejam os ‘Jogos da recuperação’ é o foco da atenção de todas as pessoas. A Olimpíada não é só de Tóquio, mas de todo o Japão”, disse Uchibori.

Fukushima poderá se tornar a segunda cidade afetada pelo desastre de 2011 a receber competições dos Jogos de Tóquio 2020. Há uma semana, o comitê organizador confirmou a intenção de transferir as competições de remo e canoagem para a província de Miyagi, que sofreu enormes prejuízos no tsunami.



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