Um fenômeno chamado Ana Marcela



Confesso que este post era para ter sido publicado um dia atrás, mas por conta de diversos compromissos, ficou para hoje. Ainda bem que atrasou. Do contrário, não registraria de forma justa o tamanho do feito que a baiana Ana Marcela Cunha realizou nas águas de Budapeste.

Nesta sexta-feira (21), ela conquistou sua terceira medalha no Mundial de esportes aquáticos. Mas não foi uma medalha qualquer. Ao vencer a prova de 25 km na maratona aquática, Ana Marcela não apenas repetiu o feito que já havia obtido em Xangai/2011 e Kazan/2015, como conseguiu muito mais.

A baiana tem até agora nove medalhas, considerando desde que o evento de águas abertas passou a fazer parte do programa esportivo do Mundial de esportes aquáticos. Nenhum brasileiro alcançou este feito até hoje, nem Cesar Cielo, Thiago Pereira, Gustavo Borges etc.

Se voltarmos um pouco no tempo, as conquistas de Ana Marcela são ainda mais impressionantes. Lembrem-se que em outubro ela passou por uma cirurgia para a retirada do baço. Uma doença autoimune que destrói a produção de plaquetas sanguíneas obrigou a realização do procedimento, que a tirou de ação no final da temporada. A doença foi descoberta antes da Olimpíada Rio-2016 e precisou tomar medicamentos especiais com autorização da Wada para controlar a produção das plaquetas.

Ana Marcela também superou a frustração pessoal de não ter sido medalhista no Rio de Janeiro, depois de ter feito uma temporada excepcional em 2015, quando foi eleita a melhor do mundo em águas abertas. O 10º lugar na Olimpíada foi um castigo para quem era cotada como presença certa no pódio.

Um ano depois, os triunfos na Hungria representam a melhor volta por cima que Ana Marcela Cunha poderia dar.

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